"Ele sabe o que assusta vocês!"

“Antes era o escuro que metia medo; agora passa a ser a luz...” De uma dimensão para além dos vivos, um terror que aniquila.
Da tela sem vida da televisão vem o horror que nos arrebata...POLTERGEIST, É a destruição apossando-se de uma criança inocente.

sábado, 11 de agosto de 2012

O Poltergeist de Enfield

O caso do Poltergeist de Enfield ocorreu na Inglaterra, tendo maior perído de atividade entre agosto de 1977 e 1980.Os sinais foram característicos desse tipo de fenômeno sobrenatural, como pancadas nas paredes, objetos sendo jogados para os lados por si só e chamas de fogo que espontaneamente se acendiam e apagavam. O local ficou famoso depois que uma família assinou um depoimento relatando que havia uma cadeira se deslocando sozinha pela casa, o que atraiu muito a mídia e a Sociedade de Pesquisas Psíquicas (SPR), cujo os líderes/pesquisadores para representar essa sociedade foram Maurice Grosse e Guy Lyon Playfair.

A história da casa começa, não se sabe porque, quando uma mãe (Sra.Harper) e seus três filhos se mudam para a casa em Enfield e a cômoda do quarto todo dia se deslocava sozinha sem explicações, Sra. Harper, assustada, ligou para polícia que disse realmente perceber todas as características de um Poltergeist por lá, resolveram então, trazer um médim e um padre que nada puderam fazer, os golpes e movimentos continuaram.Foi nessa época que a mídia começou a se interessar pelo caso e chamaram a SPR que registraram através de gravações e documentários mais de 2.000 eventos inexplicáveis.Tiveram até vezes que tentaram parar os fenômenos, colocando fios elétricos para a cama não se deslocar, mas os fios foram rompidos e a cama voltou a se mover.

Tempos depois, uma outra médium foi levada a fim de verificar se havia qualquer entidade que poderia estar na casa. Ela sugeriu que existiam várias entidades alimentando-se da energia que saia da aura da Sra. Harper e de uma das crianças(Janet) que tinha sido a mais afetada até então. Após a médium ir embora, detectou-se um nível maior de violência das entidades e mais tarde, registraram até um poltergeist se comunicando através do corpo de Janet dizendo ser um velho que havia morado lá.












Sra.Harper


A família Harper sempre foi comum, e vivia normalmente em Enfield, na Inglaterra. Peggy, mãe de quatro filhos e provavelmente divorciada, começou a viver um inferno a partir do mês de agosto de 1977. Sua filha de 12 anos começou a ter possessões demoníacas, adquiriu uma voz estranha e masculina e estava incontrolável. Objetos voavam pela casa, espelhos se quebravam sozinhos e se ouviam gemidos na casa o dia inteiro. A cada dia, tudo isso piorava. Até que Janet, começou a levitar e gritar loucamente.


O número de incidentes começou a declinar na primavera de 1978 e em 1980 até atualmente não se conseguiu registrar mais nada.

As explicações sobre o poltergeist de Enfield dividiram entre aqueles que aceitam uma explicação paranormal e os céticos.A perspectiva mais cética foi oferecida por Anita Gregory, que tentou explicar os fenômenos por fraude produzida pelas crianças, porém muitos não o aceitam por serem convictos em relação a assuntos paranormais.

Peggy admitiu ter escondido todo esse caso, achando que sua família apenas passava por  uma "turbulência" e tinha fé que tudo aquilo fosse passar rápido. Mas toda a história ficou impossível de se esconder, e rumores por toda a cidade começaram a se espalhar. Peggy então decidiu pedir a ajuda de médiuns e pastores sobre o assunto, que se assustavam e deixavam o local totalmente atordoados. Vários fotógrafos conseguiram acesso ao local, poucos deles tinham coragem de entrar na casa, e Peggy não se importava. Ela havia começado a perceber que precisava de ajuda. Câmeras que fotografavam a cada minuto, foram instaladas nos aposentos da casa, e registraram coisas incríveis, tornando este o caso paranormal com a melhor documentação do mundo.


Com uma grande quantidade de fotos, gravações e testemunhas, foi tentando ser provado a existência de algo paranormal naquela casa e com a garota, mas era impossível. Ninguém acreditava e parecia não haver provas o suficiente.
Você pode tirar suas próprias conclusões, observando as fotos abaixo:





O Poltergeist de Sauchie na Escócia

Este é um caso que foi investigado e documentado sobre atividades de poltergeist em uma pequena aldeia chamada Sauchie em Clackmannanshire, no início dos anos 1960.
Os fenômenos paranormais aconteciam durante a presença de uma menina de 11 anos que veio da Irlanda para a Escócia com sua família.

As estranhas ocorrências incluíam batidas portas, ruídos e objetos em movimento. A pequena menina foi encaminhada ao medico, mas coisas estranhas continuaram a acontecer mesmo após a medicação. Sem uma solução a família com a criança foram morar com um parente. Infelizmente eles foram seguidos pelas atividades sobrenaturais, indicando que tinha um poltergeist acompanhando a pequena menina.

Além disso, ela era seguida para a escola, embora com menor intensidade. Os professores e alunos testemunharam os sons e os objetos em movimento e também é relatados que em determinado momento ouviram-se vozes com palavras estranhas ditas pela própria menina.

Os jornais sabendo dos acontecimentos estranhos reportaram a noticia de forma muito exagerada.

Depois disto às atividades poltergeist gradualmente começaram a diminuir ate que finalmente parou.

O Poltergeist do Paraguai

Em 28 de julho de 1972, o periódico de noticias da colônia japonesa, Jornal Paulista, publicou uma reportagem do jornalista Kazunari Akaki, a respeito de um poltergeist em atividade no Paraguai, próximo a cidade brasileira de Ponta Porã. Os referidos fenômenos tiveram inicio em 1969 e vieram ressurgindo periodicamente ate julho de 1972, quando houve um novo e intenso surto de atividades. (Akaki, 1972).
Esse poltergeist manifestou-se no sitio do sr. Katsumi Okabe. Aquela propriedade media cerca de 100 hectares e estava localizada em solo paraguaio, distante aproximadamente 20 (vinte) quilômetros de Ponta Porã. Os fenômenos constituirá-se, inicialmente, em movimento, sobretudo "apports", de objetos os mais diversos. A natureza dos objetos transportados variava desde pedras de diferentes tamanhos, pneus de caminhão, pedaços de trilhos de aço, carrinhos de mão, rolos de arame, latas, garrafas etc., ate aves (dois papagaios que se achavam encerrados em gaiolas).

O poltergeist do Paraguai (como o designamos comumente) e um dos mais estranhos da nossa coleção. Suas características principais consistem no seguinte:
  1. Sua atividade quase não cessava, permanecendo praticamente dia e noite. Notava-se apenas redução irregular de suas atividades, por pequenos intervalos de tempo, durante os quais ocorriam algumas quedas de pedra, sumiços de objetos etc.
     
  2. A família do proprietário, sr. Katsumi Okabe, trabalhava no cultivo da terra, em plantação de tomates e outros tipos de hortaliças. As vezes os tomates e pedras eram apanhados e atirados nos trabalhadores. Um dos empregados foi atingido no pe por uma pedrada. O ferimento mostrou-se mais ou menos grave.
     
  3. Objetos pesados eram transportados de forma misteriosa do pavimento térreo para o superior do grande barracão onde dormiam os membros da família. A escada e a passagem que ligam os dois pavimentos são estreitas, dando apenas para caber uma pessoa. Entretanto, eram trasladados objetos grandes, bicicletas, rolos de malhas de arame, sacos de mantimentos, bujões de gás, macacos de caminhão e outros mais. Tais objetos sumiam do lugar ocupado no piso térreo e iam aparecer no cômodo superior, causando enorme trabalho para recolocá-los de novo nos antigos lugares, pois a passagem pela escada não era suficiente. Tornava-se necessário descê-los pelas janelas.


Quando o repórter do Jornal Paulista esteve naquele local, ele fez algumas experiências para verificar a autenticidade dos fenômenos. Entre elas, ele obteve um cadeado novo (comprado por ele próprio) e uma corrente de ferro. Com esses utensílios, o sr. Akaki (o repórter) prendeu dois pneumáticos a um dos esteios do barracão, na parte do piso inferior. Assim, os pneus ficaram fortemente acorrentados e sujeitos ao esteio pelo robusto cadeado novo, cujas chaves foram guardadas no bolso do próprio sr. Akaki .
O repórter saiu de perto dos pneus por uns instantes e foi o quanto bastou para sumirem dali e aparecerem no cômodo superior. A corrente e o cadeado não foram mais encontrados em parte alguma. Esta "teimosia" do poltergeist em levar todos os objetos volumosos e pesados para o cômodo superior do barracão era uma de suas características típicas.
Outros objetos de menor porte eram conduzidos a outros lugares inimagináveis, ou sumiam misteriosamente para reaparecerem em condições e locais inesperados. Assim, por exemplo, balas e chocolates ganhos pela família e doados por visitantes - entre estes o Cônsul japonês -, depois de desaparecerem de dentro dos invólucros intactos, surgiam a noite e durante o dia, caindo aqui e acolá nos cômodos da casa, como se viessem do teto.
Latas de talco, garrafas de bebida, maços de fósforos, pilhas de lanterna e outros objetos costumavam colocar-se espontânea e inexplicavelmente sobre o tirante de madeira do telhado do barracão.

O jipão Toyota

No sitio achava-se um "jipe Toyota", modelo grande, com carroceria coberta. Quando o jipe era acionado e davam-se voltas com ele ao redor do barracão, ocorria um recrudescimento dos fenômenos, talvez devido ao ruído do motor.
Certa ocasião, o jipe estava lotado e estacionado a uma distancia de cerca de 40 (quarenta) metros da frente de uma tulha. [celeiro; armazém produtos agrícolas] Já era noite. As pessoas da casa e as visitas achavam-se reunidas na casa do sr. Okabe jantando em torno de duas mesas, entre as quais havia um bujão de gás equipado com um tubo longo, na extremidade do qual havia um lampião. De tempos em tempos, ouvia-se o ruído de uma ou outra pedra que inexplicavelmente surgia do ar a uma pequena distancia do bujão e batia no mesmo. Uma das pessoas da família, mais habituada com os fenômenos, alertou os visitantes: "isto e sinal de que o poltergeist ira fazer alguma de suas brincadeiras...".
Não deu outra, dai a instantes todos ouviram um tremendo barulho que assustou as pessoas ali presentes! Saíram munidos de lanterna. Atônitos, verificaram que o enorme jipe havia sido transportado e batera violentamente contra a tulha, vencendo os 40 (quarenta) metros que o separava daquele deposito. O trajeto era em aclive, e o jipe estava lotado, pesando cerca de 2.500 kg! O mais surpreendente foi o fato de não ter deixado no solo as marcas dos pneus! Como teria transposto aquele caminho em ascensão ate a tulha? O impacto foi tão violento que uma das pontas do forte pára-choque de aço do veiculo chegou a entortar!
De onde teria sido extraída a energia para produzir tamanho trabalho?! O jipe estava brecado e com a primeira marcha engatada! Ninguém ouvira qualquer ruído do motor, facilmente perceptível no silencioso ermo daquele sitio e tão próximo como se encontrava o veiculo. Ter-se-ia dado um "apport" semelhante ao ocorrido com os demais objetos transladados de um para outro lugar no barracão? Mistério...

Como começou...

Segundo informações fornecidas por pessoas do local, o sr. Katsumi Okabe teria comprado as terras nos idos de 1962, formando seu sitio a partir dai.
Aproximadamente em 1969, um paraguaio comprou uma dúzia de bananas e sentou-se a beira da estrada para comê-las. Depois de haver comido uma das bananas da penca, notou que haviam desaparecido dali duas delas. Apos ter comido duas bananas, verificou que haviam desaparecido mais quatro. Acreditando que alguém estivesse escondido e roubado-lhe as frutas, o paraguaio tratou de esconder consigo o resto das bananas. Ao tomar esta providencia, sentiu que lhe davam um tremendo soco nas costas, que o fez cair sem sentidos.
Na ocasião em que tal fato ocorrera, uma família paraguaia instalada aproximadamente a meio quilometro da casa do sr. Okabe passou a ser palco de fenômenos inusitados: as camas em que as pessoas estavam dormindo eram levitadas e balançavam de um lado para outro! Temerosos de serem atirados de cima de seus leitos para o solo, os habitantes daquela casa passaram a dormir no chão sob as camas! Mas assim mesmo não tiveram sossego, pois, a noite, enquanto dormiam, eram empurrados para longe dos colchões. Logo mais, os objetos da casa passaram a ser movimentados e atirados para fora, atraindo inúmeros curiosos que vinham assistir aos estranhos fenômenos ali em atividade.
A família paraguaia resolveu mudar-se daquela casa. Porem, lá ficou apenas uma senhora de idade. Esta não quis - não se sabe o porque - deixar a casa. Ao que parece, ela não devia estar se sentindo incomodada. Ela trabalhava na lavoura de tomates do sr. Okabe. Entretanto, aconteceu que ela também recebeu uma saraivada de tomates numa ocasião em que ali se achava trabalhando. A velha ficou brava, pensando que estava sendo vitima de uma brincadeira de mau gosto. Logo apos alguns dias. o filho e a filha do sr. Okabe também foram atingidos por tomates e pepinos, enquanto lá se achavam trabalhando.
A referida horta de tomates distava da casa da velha paraguaia, tanto quanto da casa do sr. Okabe. Os três pontos formam um triângulo quase eqüilátero com cerca de 400m de lado. Era nessa região que ocorriam os fenômenos do poltergeist. Fora desse triangulo, não se observava nenhum fenômeno paranormal.
A mais ou menos 250m distante da casa do sr. Okabe, havia outra construção onde residia outra família paraguaia. Ali jamais se deram fenômenos semelhantes.
Inúmeros outros fenômenos foram registrados durante a atividade desse poltergeist. Mas ficaremos por aqui devido as naturais limitações de espaço disponível nestas colunas.

Há alguma explicação?

Sim, há explicações, mas não são unânimes, pois nem todas conseguem satisfazer as exigências do bom senso.
A teoria mais em voga, adotada atualmente pelos parapsicólogos considerados ortodoxos, e aceita hodiernamente como a mais correta pela maioria dos especialistas, e aquela que atribuía um agente humano a causa de tais fenômenos. Segundo este ponto de vista, o poltergeist e um fenômeno provocado por vivos e não por seres desencarnados, tais sejam: espíritos de mortos, duendes, demônios ou algo semelhante. Portanto, no poltergeist, apenas o agente humano denominado epicentro e o causador dos distúrbios, ruídos, movimento de objetos ("apports"), vozes humanas, levitações, sumiços de objetos etc.
Vejamos as hipóteses " adhoc " necessárias para apoiar a teoria em questão:
  1. O epicentro provoca os fenômenos inconscientemente. Portanto, mesmo no caso em que o epicentro se sinta apavorado com algumas das ocorrências, ou desejando conscientemente que elas não ocorram (casos preocupantes de parapirogenia, em que há perigo de incêndios catastróficos, ou riscos de vida para pessoas amadas etc.), o inconsciente da "pessoa foco" a contraria de maneira insólita e ate desumana, agindo contra suas crenças, seus sentimentos, seus desejos e mesmo contra seu instinto de conservação ou de defesa de si e de sua prole. Por exemplo: nos temos ocorrências em que o marido do epicentro (uma senhora casada) sofreu vários cortes no rosto, provocados pelo poltergeist. Nesse mesmo caso, houve o episodio de uma garotinha golpeada profundamente na perna. (Andrade, 1988, pp. 147-153).
     
  2. O epicentro fornece ou desenvolve uma energia psicocinética capaz de atuar sobre os objetos materiais ou controlar forcas como a eletricidade, o calor, o magnetismo, a gravidade etc. e, desse modo, provocar os fenômenos observados nos poltergeists. Vai alem, sendo capaz, inconscientemente, de produzir o "apport", com manifestações de transposição - pelo menos assim parece - da matéria através da matéria.
Mencionamos como exemplo o episodio do jipão Toyota de 2.500 kg, no poltergeist do Paraguai que ora relatamos e que teria sido aportado a distancia de 40 metros em aclive as custas da energia do epicentro. Todavia não se observou nenhuma reação em qualquer das pessoas presentes no local, como deveria ocorrer em virtude do tremendo dispêndio de energia ocorrido nesse fenômeno! Onde estaria o epicentro? Ou, se ele existia entre aquelas pessoas - o que parece lógico -, tal agente psicocinético deveria ter tido alguma reação. Será que o principio universal da conservação da energia pode ser derrogado em um caso desses? Ou, então, o epicentro saberia, inconscientemente, produzir a transformação de matéria em energia? Isto e, obter reação nuclear a frio? E, depois disso, aplicá-la no jipão da forma como ocorreu?
Poderíamos estender-nos muito mais, citando outros fatos muito estranhos observados na nossa coleção de poltergeists, porem pedimos licença para ficarmos por aqui.
Infelizmente, somos obrigados a confessar que, pessoalmente, ainda não conhecemos nenhuma explicação satisfatória para os fenômenos poltergeist.

Conclusão

Por mais atraente e mesmo erudita ou "cientifica" que possa parecer uma hipótese explicativa para os casos de poltergeist, não basta que ela ofereça uma formula infalível para fazê-los cessar. E preciso que ela ensine também como produzi-los a vontade, pois há casos de poltergeist que costumam cessar espontaneamente, tão misteriosamente como começaram a ocorrer.

Referencias bibliográficas

  • AKAKI, Kazunari (1972) - "Pedras, bicicletas e jipe 'voam' no sitio de Katsumi Okabe", Jornal Paulista, 28 de julho de 1972, São Paulo.
  • ANDRADE, H.G. (1988) - Poltergeist, Algumas de Suas Ocorrências no Brasil; São Paulo; Pensamento.

Leituras sugeridas

  • FLAMMARION, Camille (1923) - Les Maisons Hantees; Paris: Editions Jai Lu.
  • GAULD, Alan & CORNELL, A.D. (1979) - Poltergeist; London: Routledge & Kegan Paul.
  • OSIS, Karlis & Mc CORMICK, Donna (1982) - "A Poltergeist Case Without an Identifiable Living Agent" - Journal ASPR, Vol.76, no1, January, 1982.
  • PLAYFAIR, Guy Lyon (1976) - This House is Haunted - An Investigation of the Enfield Poltergeist; London: Souvenir Press.
  • ROLL, Willian G. (1974) - The Poltergeist; New York: New American Library.
  • TIZANE, Emile (1962 e 1977) - L'Hote Inconnu dans le Crime Sans Cause; Paris: 1ª edicao, Omnium Litteraire, 2ª edicao, Tchou.
  • TIZANE, Emile (1977) - Le Mystere des Maisons Hantees; Paris: Tchou.
  • TIZANE, Emile (1980) - Les Agressions de L'Invisible; Monaco: du Rocher.
  • VERGNES, Georges (1980) - Quand le Diable Habitait Seron; Paris: Revue du Tarn.
(Artigo de Karl W.Goldstein; Maio de 1997; São Paulo: Jornal FE, enviado ao GEAE por Ogi Mini)
(Retirado do Boletim GEAE Número 267 de 18 de novembro de 1997)

O Poltergeist de Ohio


Em 11 de maio de 1993, cansados de se incomodarem com os estranhos barulhos e movimentações misteriosas de objetos pela casa, uma família decide ligar uma filmadora durante uma noite inteira, apontada para a sala de jantar, e tentar descobrir a origem de toda essa perturbação. O que eles filmam, está muito além do que poderiam imaginar.
O pesquisador paranormal que investigou o caso se chama John Orborne. Segundo ele, mesmo após ter assistido ao vídeo inúmeras vezes, não conseguiu encontrar evidências de fraude.

O Poltergeist de San Pedro - Califórnia

Uma das investigações mais famosas envolvendo Poltergeists foi a de uma casa que supostamente seria assombrada em San Pedro. Jackie Hernandez seria o dono da casa (o número 593, na West 11th Street) que chamou Dr. Barry Taff para investigar o caso, juntamente com o cameraman Barry Conrad, em 1989.

Os investigadores foram informados de odores estranhos, sons inexplicáveis, objetos em movimento, a aparição de uma nuvem brilhante que tentou sufocar Jeff Wheatcraft (e que tinha aparecido na frente de outras testemunhas) e uma substância peculiar, pingando e pingando das paredes da cozinha.


O líquido que gotejava das paredes da casa de Jackie foi recolhido e mandado para um laboratório forense da UCLA. Lá fizeram análises que revelaram que a substância era plasma de sangue humano, com altos índices de iodo e cobre.

É um dos casos mais conhecidos de poltergeist já registrados nos EUA. Jackie, segundo o Dr. Taff, é a típica vítima desse tipo de fenômeno. Sofria de severas pressões psicológicas, havia sido abusada por homens, tinha um estilo de vida violento, além de sofrer de angústia e depressão. Como a maioria das vítimas de poltergeist, Jackie vivia num ambiente doentio, o que possibilita o argumento de que o ambiente era fértil para o tipo de energia psicocinética violenta experienciado lá.

O poltergeist na casa de Jackie tinha ela como alvo. Dos eventos estranhos relatados por ela (e depois confirmados por outras testemunhas, incluindo o parapsicólogo supracitado) inclui-se: o avistamento de três aparições, a do líquido que continuamente gotejava das paredes da casa, a televisão que se ligava sozinha, alguns equipamentos não funcionavam direito, objetos eram atirados contra ela, além de estranhos barulhos no sótão, que de tão altos, eram possíveis de serem ouvidos por todos que estavam na casa.

Jackie após outras atividades que ocorreram na casa, se mudou, sentindo que seus filhos não estavam seguros lá.

Nota: O caso ficou famoso quando foi feita uma adaptação para cinema. O nome do filme em inglês é "The Entity" que no Brasil foi traduzido com o título "O Enigma do Mal", um clássico de 1973 que narra a história de uma mulher que é estuprada por uma entidade invisível e que é ajudada por um pesquisador.

A Opinião dos parapsicólogos


Fraude ou não os fenômenos poltergeist intrigam a mente de muita gente. Sobre a opinião dos parapsicólogos a respeito do que provoca o poltergeist, eles dizem o seguinte:

"Pelo fato de os incidentes de poltergeist normalmente ocorrerem na estreita proximidade de uma pessoa viva, os parapsicólogos tendem a vê-los como manifestações de psicocinese, ou PK (ação da mente sobre a matéria). E por serem recorrentes e surgirem inesperada e espontaneamente, são comumente chamados de casos de “psicocinese recorrente espontânea”, ou RSPK (das iniciais dessas palavras em inglês). Parecem ser casos inconscientes de PK, pois a pessoa que parece provocá-los em geral não sabe de seu envolvimento. Algumas pessoas continuam convencidas de que os fenômenos de RSPK se devem à ação de uma entidade desmaterializada, como o espírito de alguém morto, ou de um “demônio” que se grudou numa pessoa viva e causa os incidentes por PK. Contudo, como não existe nenhuma prova desses espíritos além dos próprios fenômenos, a maioria dos parapsicólogos é de opinião que os fenômenos de poltergeist são exemplos de PK inconsciente, exercida pela pessoa em torno da qual eles ocorrem".

Poltergeists mais conhecidos


Além do Poltergeist dos freeling, segue abaixo os registros mais conhecidos sobre poltergeists:
  • The Bell Witch (1817);
  • Eleonore Zugun - A garota poltergeist (1926);
  • The Haunting of The Fox Sisters (1848) - Famoso por desafiar todas as tentativas de explicação científica da época;
  • The Entity Case (1970) É um dos fenômenos poltergeist melhor documentada e mais angustiantes. Aconteceu em Culver City, Califórnia, no início dos anos 70 e evoluiu em torno de uma mãe solteira de três filhos, chamada Carlotta Moran, que estava sendo estuprada (mesmo na frente de sua família) por uma entidade invisível e seus dois ajudantes, ao longo de vários anos . Mesmo depois de afastar-se para o Texas dos ataques ainda ocorrem, embora menos freqüentemente. Eventualmente, eles desapareceram totalmente. Esses eventos foram feitas em um filme chamado A Entidade em 1981;
  • The Borley Rectory Phenomena (1929);
  • The Rosenheim (Bavaria) Poltergeist (1967);
  • The Enfield Poltergeist (1977);
  • The Canneto di Caronia fires poltergeist (2004 - 2005) - Famoso por desafiar todas as tentativas de uma explicação científica;
  • O Poltergeist de Sauchie na Escócia;
  • O Poltergeist do Paraguai;
  • O Poltergeist de San Pedro, Califórnia;
  • O Poltergeist de Okinawa;
  • O Poltergeist de Borley;
  • O Poltergeist de Ohio;
  • O poltergeist da casa em reforma;
  • O poltergeist de Connecticut;
  • O videoclipe assombrado;
  • A aparição da Pensilvânia;
  • A Assombração de Greencastle;
  • A mulher que atrai Orbs;
  • O  incrível Orb de Black Forest;
  • A casa mais mal-assombrada dos EUA, a Mansão McPike.

Bom, esses são os mais conhecidos, verdadeiros ou não, existe sempre muita estória pra contar. Falerei um pouco de cada um nas próximas postagens. Boa leitura!