"Ele sabe o que assusta vocês!"

“Antes era o escuro que metia medo; agora passa a ser a luz...” De uma dimensão para além dos vivos, um terror que aniquila.
Da tela sem vida da televisão vem o horror que nos arrebata...POLTERGEIST, É a destruição apossando-se de uma criança inocente.

sábado, 11 de agosto de 2012

Outros Poltergeists famosos


O Poltergeist de Okinawa
Voce ja se surpreendeu com alguma imagem que vc não notou no momento em que filmava? Talvez vc deva verificar atentamente suas fitas antigas, porque foi justamente o que aconteceu nesta filmagem durante um passeio turistico, se não for um truque o video é realmente muito arrepiante.
Segundo alguns pisicologos paranormais, espiritos de mortos tentam cometer suicidio para se libertarem do estado em que se encontram. 
 
O videoclipe assombrado
Uma banda de rock australiana chamada Wildland resolve gravar um videoclipe nas ruínas de uma antiga cidade mineradora na Austrália. Quando o vídeo estava sendo produzido, depois, no estúdio, descobrem que havia mais alguém no local, assistindo a banda tocar. A equipe garante que não havia ninguém lá além deles, nem por quilômetros ao redor daquelas ruínas…

A aparição da Pensilvânia
Uma família ouve barulho de passos todas as noites pela casa. O dono da casa resolve armar uma câmera no corredor e a deixa filmando durante uma noite inteira. O que ela grava, ele diz ser o fantasma de sua mãe.

A Assombração de Greencastle
Guy Winters e Terry Lambert já estavam cansados de ouvir as lendas sobre a casa mal-assombrada de Greencastle. Um belo dia, ou melhor, uma bela noite… bem, na verdade a noite era de tempestade… enfim, eles resolvem ir até o local, com suas câmeras, e tirar algumas fotos e filmar a casa por dentro e por fora. Os dois têm sensações horríveis enquanto estão lá, mas é só quando vão revelar os filmes da máquina fotográfica que eles descobrem o que acreditam ser a prova de que não estavam sozinhos… As fotos tiradas por Terry ficaram famosas, e acredita-se que são genuínas. Diz-se inclusive que são as melhores fotos já tiradas de um “fantasma”.

A mulher que atrai Orbs
Nesse caso, conhecemos Linda Davis, uma mulher que diz ver e sentir espíritos. Ela é levada até o porão de uma casa abandonada, que acredita-se ser mal-assombrada, e enquanto está lá, Orbs (esferas de energia, que muitos acreditam ser espíritos) começam a aparecer e são não só testemunhados por outras pessoas, mas também captados em filme.
O investigador desse caso é o renomado psicólogo e parapsicólogo Andrew Nichols, que já estudou mais de 600 casos considerados “paranormais”. O Dr. Nichols é cético com relação a maioria das alegações de fenômenos paranomais, dizendo que quase todos os casos possuem explicações mais “simples” como predisposição à fantasia, auto-sugestão, stress e sofrimento. Entretanto, ele acredita em PES (percepção extra-sensorial), e advoga a favor da teoria que diz que campos magnéticos em determinados locais, de origem geológica ou provenientes de fontes artificiais (como cabos de alta tensão), podem acionar determinadas experiências de assombração, como ouvir vozes, sentir presenças ou ver fantasmas propriamente ditos. Particularmente concordo com ele.

O  incrível Orb de Black Forest
Esta é considerada a melhor filmagem de um orb já feita. Tudo começou quando Steve Lee e sua família decidem se mudar para aquela que consideram ser sua casa dos sonhos, em Black Forest, Colorado. Quando voltaram de um passeio nas montanhas e entraram em casa, notaram que os móveis não estavam mais nos lugares que deviam. Eles também ouviam barulhos e sentiam presenças, que não sabiam ser reais ou não. Intrigado e convencido de que estavam sendo vítimas de pessoas (vivas) mal intencionadas, Steve decide espalhar câmeras por toda a sua propriedade, tanto dentro como fora da casa. O que elas filmaram Steve não fazia ideia do que podia ser. Mas definitivamente não eram pessoas…
O investigador do caso foi o Dr. Michael Coots, psicopatologista forense e consultor da polícia, que concorda com Steve dizendo que a casa é realmente assombrada.

A casa mais mal-assombrada dos EUA, a Mansão McPike

A abandonada mansão McPike, construída em 1869, está envolta em folclore e lendas. Diz-se que pelo menos 10 espíritos assombram a casa, e que eles se reúnem no porão. A especialista que investiga o caso é a dra. Rene Horath, professora da California University of Pennsylvania. Lá, ela e sua equipe filmam uma névoa bizarra, que acreditam ser algum tipo de manifestação paranormal.


A construção começou em 1869, pelo arquiteto Lucas Pfeiffenberger. Nesse ano, McPike do Ruländer foi considerado um dos melhores em qualidade em uma exposição dos Mississippi Valley Associação de Produtores de Uva ', enquanto seu Diana era melhor em exposição . McPike foi prefeito de Alton e era um empresário notável local, envolvido em imóveis e tomada de caixa.

Ele também trabalhou como  bibliotecário da Alton-Southern Illinois Horticultural Society no final de 1880. Ele morreu em 1910. Em 1925, a mansão foi comprada por Paul A. Laichinger que viveu lá até sua morte em 1945. 


 Enquanto a casa foi abandonada por muitos anos depois, havia algum interesse para demoli-la e transformar a propriedade em um shopping center, mas isso caiu por devido a questões de zoneamento.

Enquanto isso, a casa foi saqueada por aquilo que foi deixado para trás, incluindo os seus móveis, corrimões de madeira e até mesmo os banheiros, tornando-se uma vítima de vandalismo e negligência.


A estrutura foi listado no Registro Nacional de Locais Históricos em 17 de junho 1980, mas ficou abandonado por muitos anos, antes de ser comprado por Sharyn e Luedke George em um leilão em 1994. Eles tinham a intenção de convertê-lo em um hotel, mas, ao contrário garantias anteriores ao leilão, eles foram incapazes de garantir a restauração dinheiro da concessão de qualquer federais, estaduais ou agências locais.

Segundo o proprietário, a mansão supostamente assombrada pelo fantasma do antigo proprietário e um ex-funcionário da casa.

O poltergeist de Connecticut



História real: a inspiração do filme foi a família Parker, que se mudou para Connecticut em 1986 para estar perto dos especialistas que tratavam seu filho de 14 anos de idade, Paul, que estava com câncer. No porão, onde Paulo dormia, eles descobriram equipamentos de embalsamamento, o que implicava que a casa havia sido uma funerária. Eles relataram encontrar fenômenos inexplicáveis, como pisos de sangue, vozes sem corpo e figuras sombrias. Segundo eles, Paul tornou-se possuído por uma força que o levou a atacar sua família. Eventualmente, um exorcismo foi realizada para “limpar” a casa.


A “investigação” do caso é feita pelos “demonologistas profissionais”, o casal Ed e Lorraine Warren. Os dois são muito famosos no meio “paranormal” porque estão presentes em vários casos de assombração ou poltergeist famosos, como o “Horror em Amityville”.


Arroz de festa mesmo, os dois estão em todas… Nem preciso dizer que a opinião deles é altamente parcial, certo? Para eles, esses fenômenos são causados por demônios ou espíritos ruins. Se já não bastasse pensarem e, em alguns momentos, se vestirem de maneira medieval, eles ainda “combatem” as tais entidades que encontram também com práticas medievais:  “exorcismos” e “provocações religiosas” (assistiu “O Exorcista”? é mais ou menos daquele jeito…). Apesar disso, sempre estão presentes em programas de TV (como a série “Assombrações” do Discovery Channel) e são assunto de inúmeros livros e artigos. No caso em questão, apresentado neste documentário, os Warren dizem ter filmado as evidências mais contundentes já filmadas de manifestações paranormais hostis. Ali, nós vemos móveis se mexendo e “espíritos” se comunicando com Ed. As imagens são interessantes. As conclusões deles, não tanto.

A história virou documnetário da Discovery e um filme chamado "The Haunting in Connecticut", traduzido no Brasil para "Evocando Espíritos".

Sinopse do filme: Depois de ter sido diagnosticado com câncer, um jovem e sua família se mudam para uma casa em Connecticut, mais perto do hospital onde ele recebe os tratamentos. Baseado numa história real, o filme retrata o horror vivido por esta família após descobrirem que a sua nova casa foi uma funerária e palco de magia negra por parte de um homem e de um menino, que servia como portal entre o mundo dos vivos e dos mortos. Agora o terror, recentemente despertado, vem assombrar a inocente família.


O poltergeist da casa em reforma


Um homem decide reformar sua casa. Porém, todos os dias os pedreiros reclamam que suas ferramentas foram mexidas, que objetos eram mudados de lugar e que o trabalho que faziam era estragado durante a noite, e que tinham que ficar refazendo os reparos. O proprietário decide colocar uma câmera escondida na casa, numa tentativa de filmar os vândalos, e assim descobrir suas identidades. Mas, o autor das perturbações, como captado pela filmadora, está longe de poder ser considerado um vândalo comum…
O pesquisador do caso também foi John Osborne.

O Poltergeist de Enfield

O caso do Poltergeist de Enfield ocorreu na Inglaterra, tendo maior perído de atividade entre agosto de 1977 e 1980.Os sinais foram característicos desse tipo de fenômeno sobrenatural, como pancadas nas paredes, objetos sendo jogados para os lados por si só e chamas de fogo que espontaneamente se acendiam e apagavam. O local ficou famoso depois que uma família assinou um depoimento relatando que havia uma cadeira se deslocando sozinha pela casa, o que atraiu muito a mídia e a Sociedade de Pesquisas Psíquicas (SPR), cujo os líderes/pesquisadores para representar essa sociedade foram Maurice Grosse e Guy Lyon Playfair.

A história da casa começa, não se sabe porque, quando uma mãe (Sra.Harper) e seus três filhos se mudam para a casa em Enfield e a cômoda do quarto todo dia se deslocava sozinha sem explicações, Sra. Harper, assustada, ligou para polícia que disse realmente perceber todas as características de um Poltergeist por lá, resolveram então, trazer um médim e um padre que nada puderam fazer, os golpes e movimentos continuaram.Foi nessa época que a mídia começou a se interessar pelo caso e chamaram a SPR que registraram através de gravações e documentários mais de 2.000 eventos inexplicáveis.Tiveram até vezes que tentaram parar os fenômenos, colocando fios elétricos para a cama não se deslocar, mas os fios foram rompidos e a cama voltou a se mover.

Tempos depois, uma outra médium foi levada a fim de verificar se havia qualquer entidade que poderia estar na casa. Ela sugeriu que existiam várias entidades alimentando-se da energia que saia da aura da Sra. Harper e de uma das crianças(Janet) que tinha sido a mais afetada até então. Após a médium ir embora, detectou-se um nível maior de violência das entidades e mais tarde, registraram até um poltergeist se comunicando através do corpo de Janet dizendo ser um velho que havia morado lá.












Sra.Harper


A família Harper sempre foi comum, e vivia normalmente em Enfield, na Inglaterra. Peggy, mãe de quatro filhos e provavelmente divorciada, começou a viver um inferno a partir do mês de agosto de 1977. Sua filha de 12 anos começou a ter possessões demoníacas, adquiriu uma voz estranha e masculina e estava incontrolável. Objetos voavam pela casa, espelhos se quebravam sozinhos e se ouviam gemidos na casa o dia inteiro. A cada dia, tudo isso piorava. Até que Janet, começou a levitar e gritar loucamente.


O número de incidentes começou a declinar na primavera de 1978 e em 1980 até atualmente não se conseguiu registrar mais nada.

As explicações sobre o poltergeist de Enfield dividiram entre aqueles que aceitam uma explicação paranormal e os céticos.A perspectiva mais cética foi oferecida por Anita Gregory, que tentou explicar os fenômenos por fraude produzida pelas crianças, porém muitos não o aceitam por serem convictos em relação a assuntos paranormais.

Peggy admitiu ter escondido todo esse caso, achando que sua família apenas passava por  uma "turbulência" e tinha fé que tudo aquilo fosse passar rápido. Mas toda a história ficou impossível de se esconder, e rumores por toda a cidade começaram a se espalhar. Peggy então decidiu pedir a ajuda de médiuns e pastores sobre o assunto, que se assustavam e deixavam o local totalmente atordoados. Vários fotógrafos conseguiram acesso ao local, poucos deles tinham coragem de entrar na casa, e Peggy não se importava. Ela havia começado a perceber que precisava de ajuda. Câmeras que fotografavam a cada minuto, foram instaladas nos aposentos da casa, e registraram coisas incríveis, tornando este o caso paranormal com a melhor documentação do mundo.


Com uma grande quantidade de fotos, gravações e testemunhas, foi tentando ser provado a existência de algo paranormal naquela casa e com a garota, mas era impossível. Ninguém acreditava e parecia não haver provas o suficiente.
Você pode tirar suas próprias conclusões, observando as fotos abaixo:





O Poltergeist de Sauchie na Escócia

Este é um caso que foi investigado e documentado sobre atividades de poltergeist em uma pequena aldeia chamada Sauchie em Clackmannanshire, no início dos anos 1960.
Os fenômenos paranormais aconteciam durante a presença de uma menina de 11 anos que veio da Irlanda para a Escócia com sua família.

As estranhas ocorrências incluíam batidas portas, ruídos e objetos em movimento. A pequena menina foi encaminhada ao medico, mas coisas estranhas continuaram a acontecer mesmo após a medicação. Sem uma solução a família com a criança foram morar com um parente. Infelizmente eles foram seguidos pelas atividades sobrenaturais, indicando que tinha um poltergeist acompanhando a pequena menina.

Além disso, ela era seguida para a escola, embora com menor intensidade. Os professores e alunos testemunharam os sons e os objetos em movimento e também é relatados que em determinado momento ouviram-se vozes com palavras estranhas ditas pela própria menina.

Os jornais sabendo dos acontecimentos estranhos reportaram a noticia de forma muito exagerada.

Depois disto às atividades poltergeist gradualmente começaram a diminuir ate que finalmente parou.

O Poltergeist do Paraguai

Em 28 de julho de 1972, o periódico de noticias da colônia japonesa, Jornal Paulista, publicou uma reportagem do jornalista Kazunari Akaki, a respeito de um poltergeist em atividade no Paraguai, próximo a cidade brasileira de Ponta Porã. Os referidos fenômenos tiveram inicio em 1969 e vieram ressurgindo periodicamente ate julho de 1972, quando houve um novo e intenso surto de atividades. (Akaki, 1972).
Esse poltergeist manifestou-se no sitio do sr. Katsumi Okabe. Aquela propriedade media cerca de 100 hectares e estava localizada em solo paraguaio, distante aproximadamente 20 (vinte) quilômetros de Ponta Porã. Os fenômenos constituirá-se, inicialmente, em movimento, sobretudo "apports", de objetos os mais diversos. A natureza dos objetos transportados variava desde pedras de diferentes tamanhos, pneus de caminhão, pedaços de trilhos de aço, carrinhos de mão, rolos de arame, latas, garrafas etc., ate aves (dois papagaios que se achavam encerrados em gaiolas).

O poltergeist do Paraguai (como o designamos comumente) e um dos mais estranhos da nossa coleção. Suas características principais consistem no seguinte:
  1. Sua atividade quase não cessava, permanecendo praticamente dia e noite. Notava-se apenas redução irregular de suas atividades, por pequenos intervalos de tempo, durante os quais ocorriam algumas quedas de pedra, sumiços de objetos etc.
     
  2. A família do proprietário, sr. Katsumi Okabe, trabalhava no cultivo da terra, em plantação de tomates e outros tipos de hortaliças. As vezes os tomates e pedras eram apanhados e atirados nos trabalhadores. Um dos empregados foi atingido no pe por uma pedrada. O ferimento mostrou-se mais ou menos grave.
     
  3. Objetos pesados eram transportados de forma misteriosa do pavimento térreo para o superior do grande barracão onde dormiam os membros da família. A escada e a passagem que ligam os dois pavimentos são estreitas, dando apenas para caber uma pessoa. Entretanto, eram trasladados objetos grandes, bicicletas, rolos de malhas de arame, sacos de mantimentos, bujões de gás, macacos de caminhão e outros mais. Tais objetos sumiam do lugar ocupado no piso térreo e iam aparecer no cômodo superior, causando enorme trabalho para recolocá-los de novo nos antigos lugares, pois a passagem pela escada não era suficiente. Tornava-se necessário descê-los pelas janelas.


Quando o repórter do Jornal Paulista esteve naquele local, ele fez algumas experiências para verificar a autenticidade dos fenômenos. Entre elas, ele obteve um cadeado novo (comprado por ele próprio) e uma corrente de ferro. Com esses utensílios, o sr. Akaki (o repórter) prendeu dois pneumáticos a um dos esteios do barracão, na parte do piso inferior. Assim, os pneus ficaram fortemente acorrentados e sujeitos ao esteio pelo robusto cadeado novo, cujas chaves foram guardadas no bolso do próprio sr. Akaki .
O repórter saiu de perto dos pneus por uns instantes e foi o quanto bastou para sumirem dali e aparecerem no cômodo superior. A corrente e o cadeado não foram mais encontrados em parte alguma. Esta "teimosia" do poltergeist em levar todos os objetos volumosos e pesados para o cômodo superior do barracão era uma de suas características típicas.
Outros objetos de menor porte eram conduzidos a outros lugares inimagináveis, ou sumiam misteriosamente para reaparecerem em condições e locais inesperados. Assim, por exemplo, balas e chocolates ganhos pela família e doados por visitantes - entre estes o Cônsul japonês -, depois de desaparecerem de dentro dos invólucros intactos, surgiam a noite e durante o dia, caindo aqui e acolá nos cômodos da casa, como se viessem do teto.
Latas de talco, garrafas de bebida, maços de fósforos, pilhas de lanterna e outros objetos costumavam colocar-se espontânea e inexplicavelmente sobre o tirante de madeira do telhado do barracão.

O jipão Toyota

No sitio achava-se um "jipe Toyota", modelo grande, com carroceria coberta. Quando o jipe era acionado e davam-se voltas com ele ao redor do barracão, ocorria um recrudescimento dos fenômenos, talvez devido ao ruído do motor.
Certa ocasião, o jipe estava lotado e estacionado a uma distancia de cerca de 40 (quarenta) metros da frente de uma tulha. [celeiro; armazém produtos agrícolas] Já era noite. As pessoas da casa e as visitas achavam-se reunidas na casa do sr. Okabe jantando em torno de duas mesas, entre as quais havia um bujão de gás equipado com um tubo longo, na extremidade do qual havia um lampião. De tempos em tempos, ouvia-se o ruído de uma ou outra pedra que inexplicavelmente surgia do ar a uma pequena distancia do bujão e batia no mesmo. Uma das pessoas da família, mais habituada com os fenômenos, alertou os visitantes: "isto e sinal de que o poltergeist ira fazer alguma de suas brincadeiras...".
Não deu outra, dai a instantes todos ouviram um tremendo barulho que assustou as pessoas ali presentes! Saíram munidos de lanterna. Atônitos, verificaram que o enorme jipe havia sido transportado e batera violentamente contra a tulha, vencendo os 40 (quarenta) metros que o separava daquele deposito. O trajeto era em aclive, e o jipe estava lotado, pesando cerca de 2.500 kg! O mais surpreendente foi o fato de não ter deixado no solo as marcas dos pneus! Como teria transposto aquele caminho em ascensão ate a tulha? O impacto foi tão violento que uma das pontas do forte pára-choque de aço do veiculo chegou a entortar!
De onde teria sido extraída a energia para produzir tamanho trabalho?! O jipe estava brecado e com a primeira marcha engatada! Ninguém ouvira qualquer ruído do motor, facilmente perceptível no silencioso ermo daquele sitio e tão próximo como se encontrava o veiculo. Ter-se-ia dado um "apport" semelhante ao ocorrido com os demais objetos transladados de um para outro lugar no barracão? Mistério...

Como começou...

Segundo informações fornecidas por pessoas do local, o sr. Katsumi Okabe teria comprado as terras nos idos de 1962, formando seu sitio a partir dai.
Aproximadamente em 1969, um paraguaio comprou uma dúzia de bananas e sentou-se a beira da estrada para comê-las. Depois de haver comido uma das bananas da penca, notou que haviam desaparecido dali duas delas. Apos ter comido duas bananas, verificou que haviam desaparecido mais quatro. Acreditando que alguém estivesse escondido e roubado-lhe as frutas, o paraguaio tratou de esconder consigo o resto das bananas. Ao tomar esta providencia, sentiu que lhe davam um tremendo soco nas costas, que o fez cair sem sentidos.
Na ocasião em que tal fato ocorrera, uma família paraguaia instalada aproximadamente a meio quilometro da casa do sr. Okabe passou a ser palco de fenômenos inusitados: as camas em que as pessoas estavam dormindo eram levitadas e balançavam de um lado para outro! Temerosos de serem atirados de cima de seus leitos para o solo, os habitantes daquela casa passaram a dormir no chão sob as camas! Mas assim mesmo não tiveram sossego, pois, a noite, enquanto dormiam, eram empurrados para longe dos colchões. Logo mais, os objetos da casa passaram a ser movimentados e atirados para fora, atraindo inúmeros curiosos que vinham assistir aos estranhos fenômenos ali em atividade.
A família paraguaia resolveu mudar-se daquela casa. Porem, lá ficou apenas uma senhora de idade. Esta não quis - não se sabe o porque - deixar a casa. Ao que parece, ela não devia estar se sentindo incomodada. Ela trabalhava na lavoura de tomates do sr. Okabe. Entretanto, aconteceu que ela também recebeu uma saraivada de tomates numa ocasião em que ali se achava trabalhando. A velha ficou brava, pensando que estava sendo vitima de uma brincadeira de mau gosto. Logo apos alguns dias. o filho e a filha do sr. Okabe também foram atingidos por tomates e pepinos, enquanto lá se achavam trabalhando.
A referida horta de tomates distava da casa da velha paraguaia, tanto quanto da casa do sr. Okabe. Os três pontos formam um triângulo quase eqüilátero com cerca de 400m de lado. Era nessa região que ocorriam os fenômenos do poltergeist. Fora desse triangulo, não se observava nenhum fenômeno paranormal.
A mais ou menos 250m distante da casa do sr. Okabe, havia outra construção onde residia outra família paraguaia. Ali jamais se deram fenômenos semelhantes.
Inúmeros outros fenômenos foram registrados durante a atividade desse poltergeist. Mas ficaremos por aqui devido as naturais limitações de espaço disponível nestas colunas.

Há alguma explicação?

Sim, há explicações, mas não são unânimes, pois nem todas conseguem satisfazer as exigências do bom senso.
A teoria mais em voga, adotada atualmente pelos parapsicólogos considerados ortodoxos, e aceita hodiernamente como a mais correta pela maioria dos especialistas, e aquela que atribuía um agente humano a causa de tais fenômenos. Segundo este ponto de vista, o poltergeist e um fenômeno provocado por vivos e não por seres desencarnados, tais sejam: espíritos de mortos, duendes, demônios ou algo semelhante. Portanto, no poltergeist, apenas o agente humano denominado epicentro e o causador dos distúrbios, ruídos, movimento de objetos ("apports"), vozes humanas, levitações, sumiços de objetos etc.
Vejamos as hipóteses " adhoc " necessárias para apoiar a teoria em questão:
  1. O epicentro provoca os fenômenos inconscientemente. Portanto, mesmo no caso em que o epicentro se sinta apavorado com algumas das ocorrências, ou desejando conscientemente que elas não ocorram (casos preocupantes de parapirogenia, em que há perigo de incêndios catastróficos, ou riscos de vida para pessoas amadas etc.), o inconsciente da "pessoa foco" a contraria de maneira insólita e ate desumana, agindo contra suas crenças, seus sentimentos, seus desejos e mesmo contra seu instinto de conservação ou de defesa de si e de sua prole. Por exemplo: nos temos ocorrências em que o marido do epicentro (uma senhora casada) sofreu vários cortes no rosto, provocados pelo poltergeist. Nesse mesmo caso, houve o episodio de uma garotinha golpeada profundamente na perna. (Andrade, 1988, pp. 147-153).
     
  2. O epicentro fornece ou desenvolve uma energia psicocinética capaz de atuar sobre os objetos materiais ou controlar forcas como a eletricidade, o calor, o magnetismo, a gravidade etc. e, desse modo, provocar os fenômenos observados nos poltergeists. Vai alem, sendo capaz, inconscientemente, de produzir o "apport", com manifestações de transposição - pelo menos assim parece - da matéria através da matéria.
Mencionamos como exemplo o episodio do jipão Toyota de 2.500 kg, no poltergeist do Paraguai que ora relatamos e que teria sido aportado a distancia de 40 metros em aclive as custas da energia do epicentro. Todavia não se observou nenhuma reação em qualquer das pessoas presentes no local, como deveria ocorrer em virtude do tremendo dispêndio de energia ocorrido nesse fenômeno! Onde estaria o epicentro? Ou, se ele existia entre aquelas pessoas - o que parece lógico -, tal agente psicocinético deveria ter tido alguma reação. Será que o principio universal da conservação da energia pode ser derrogado em um caso desses? Ou, então, o epicentro saberia, inconscientemente, produzir a transformação de matéria em energia? Isto e, obter reação nuclear a frio? E, depois disso, aplicá-la no jipão da forma como ocorreu?
Poderíamos estender-nos muito mais, citando outros fatos muito estranhos observados na nossa coleção de poltergeists, porem pedimos licença para ficarmos por aqui.
Infelizmente, somos obrigados a confessar que, pessoalmente, ainda não conhecemos nenhuma explicação satisfatória para os fenômenos poltergeist.

Conclusão

Por mais atraente e mesmo erudita ou "cientifica" que possa parecer uma hipótese explicativa para os casos de poltergeist, não basta que ela ofereça uma formula infalível para fazê-los cessar. E preciso que ela ensine também como produzi-los a vontade, pois há casos de poltergeist que costumam cessar espontaneamente, tão misteriosamente como começaram a ocorrer.

Referencias bibliográficas

  • AKAKI, Kazunari (1972) - "Pedras, bicicletas e jipe 'voam' no sitio de Katsumi Okabe", Jornal Paulista, 28 de julho de 1972, São Paulo.
  • ANDRADE, H.G. (1988) - Poltergeist, Algumas de Suas Ocorrências no Brasil; São Paulo; Pensamento.

Leituras sugeridas

  • FLAMMARION, Camille (1923) - Les Maisons Hantees; Paris: Editions Jai Lu.
  • GAULD, Alan & CORNELL, A.D. (1979) - Poltergeist; London: Routledge & Kegan Paul.
  • OSIS, Karlis & Mc CORMICK, Donna (1982) - "A Poltergeist Case Without an Identifiable Living Agent" - Journal ASPR, Vol.76, no1, January, 1982.
  • PLAYFAIR, Guy Lyon (1976) - This House is Haunted - An Investigation of the Enfield Poltergeist; London: Souvenir Press.
  • ROLL, Willian G. (1974) - The Poltergeist; New York: New American Library.
  • TIZANE, Emile (1962 e 1977) - L'Hote Inconnu dans le Crime Sans Cause; Paris: 1ª edicao, Omnium Litteraire, 2ª edicao, Tchou.
  • TIZANE, Emile (1977) - Le Mystere des Maisons Hantees; Paris: Tchou.
  • TIZANE, Emile (1980) - Les Agressions de L'Invisible; Monaco: du Rocher.
  • VERGNES, Georges (1980) - Quand le Diable Habitait Seron; Paris: Revue du Tarn.
(Artigo de Karl W.Goldstein; Maio de 1997; São Paulo: Jornal FE, enviado ao GEAE por Ogi Mini)
(Retirado do Boletim GEAE Número 267 de 18 de novembro de 1997)

O Poltergeist de Ohio


Em 11 de maio de 1993, cansados de se incomodarem com os estranhos barulhos e movimentações misteriosas de objetos pela casa, uma família decide ligar uma filmadora durante uma noite inteira, apontada para a sala de jantar, e tentar descobrir a origem de toda essa perturbação. O que eles filmam, está muito além do que poderiam imaginar.
O pesquisador paranormal que investigou o caso se chama John Orborne. Segundo ele, mesmo após ter assistido ao vídeo inúmeras vezes, não conseguiu encontrar evidências de fraude.