"Ele sabe o que assusta vocês!"

“Antes era o escuro que metia medo; agora passa a ser a luz...” De uma dimensão para além dos vivos, um terror que aniquila.
Da tela sem vida da televisão vem o horror que nos arrebata...POLTERGEIST, É a destruição apossando-se de uma criança inocente.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Entrevista com Oliver Robins antes da estreia do Remake de Poltergeist nos cinemas


Olá pessoal!

Segue uma entrevista que o ex-ator mirim Oliver Robins (que atuou na versão original do filme em 1982 como Robbie Freeling) deu para Ryan Parry, correspondente do jornal Daily News.com, a qual foi publicada em 21 de maio de 2015 e atualizada em 22 de maio de 2015.

O filme já estreou em maio deste ano, mas a entrevista é muito interessante, pois Oliver revela alguns detalhes sobre a sua convivência com os atores, diretores e produtores na época, principalmente a pequena Heather O'Rourke, e como ele reagiu diante da morte prematura das duas atrizes que atuaram como suas irmãs no filme, Heather e Dominique. Ele fala sobre fatos ocorridos e mostra alguns documentos que ele ganhou de Spielberg durante e após as filmagens de Poltergeist - O Fenômeno.

 

Por Ryan Parry costa oeste Correspondente Para MailOnline
Publicado: 21 de maio de 2015 | Atualizado: 22 de maio de 2015

EXCLUSIVO: “Nós éramos como verdadeiros irmão e irmã”. Estrela de Poltergeist fala sobre o filme mais amaldiçoado de todos os tempos, e que viu a pequena atriz morta de parada cardíaca aos 12 anos e a outra estrangulada em coma, com o filme prestes a estrear. 

  • Oliver Robins atuou como Robbie Freeling no clássico filme de terror cult de 1982.
  • Ele era o irmão apavorado de Heather O'Rourke, a menina sequestrada por espíritos do mal residentes no aparelho de TV de sua família.
  • Uma série de acontecimentos trágicos e bizarros fez de Poltergeist, um filme com uma reputação amaldiçoada. 
  • Dominique Dunne, de 22 anos, foi estrangulada pelo namorado na garagem de sua casa em West Hollywood. 
  • Lou Perryman foi morto com um machado por um ex-presidiário em sua própria casa em Austin, no Texas.
  • Medo de palhaços e árvores, inspirou Spielberg a escrever as cenas assustadoras para o personagem de Robins.
  • O produtor desenhou figuras para ajudar Oliver a visualizar as cenas com fantasmas.
Filme de sucesso de Steven Spielberg, Poltergeist gelou os ossos de milhões de telespectadores quando foi lançado em 1982.
 
O filme de terror mostrou a filha mais nova de uma família suburbana mantida em cativeiro por terríveis aparições. O filme se tornou um sucesso cult instantâneo acendendo duas continuações.
 
Mas, nos anos após o lançamento do primeiro filme, ocorreram uma série de acontecimentos trágicos e bizarros, dando a Poltergeist um título muito estranho - a produção mais maldita de todos os tempos. 

Oliver Robbins was cast as Robbie Freeling in the 1982 cult classic. 
Oliver Robins foi escalado como Robbie Freeling no clássico cult 1982. Em uma entrevista exclusiva com o Daily Mail on-line o ator já adulto relembra a morte trágica de suas duas irmãs na tela.

Now 43, Oliver gave up acting to produce films
 Atualmente com 43 anos, Oliver dedica-se a produzir filmes.

Oliver starred with Craig T. Nelson, JoBeth Williams and Heath O'Rourke as the terrified brother of Carol Anne O'Rourke), the blonde girl possessed by a spirit in their family’s TV set 
Oliver atuou com Craig T. Nelson, JoBeth Williams e Heather O'Rourke, como o irmão apavorado de Carol Anne (O'Rourke), a garota loira sequestrada por fantasmas em um aparelho de TV da família.

Em uma entrevista exclusiva com o Daily Mail online, o ex-ator mirim Oliver Robins, que interpretou Robbie Freeling nos dois primeiros filmes, recorda as mortes trágicas de suas duas irmãs na tela.
 
Apenas algumas semanas após Poltergeist estrear nos cinemas,  Dominique Dunne, que interpretou Dana a irmã mais velha de Robins,  foi estrangulada pelo namorado na garagem de sua casa em West Hollywood.
 
A sinistra maldição aparentemente cresceu após o ator de 60 anos de idade, Julian Beck, que interpretou o pregador insano Henry Kane em Poltergeist II, morrer de câncer de estômago em 1985 e Will Sampson que interpretou o índio curandeiro Taylor, também no segundo filme, faleceu de insuficiência renal com apenas 53 anos em 1987. 

E os incidentes bizarros não terminam aí. Em 2009, aos 67 anos de idade Lou Perryman, que interpretou Pugsley, foi morto quando um ex-presidiário libertado recentemente o matou em sua própria casa em Austin, Texas com um machado. 

Mas para Robins, agora aos 43 anos, a perda mais difícil veio em 1988 quando a irmã mais nova na tela, Heather O'Rourke, que atuou como a garotinha possuída Carol Anne em todos os três filmes, morreu repentinamente de 12 anos de parada cardíaca. 

Todo mundo ficou chocado com as mortes e milhões de fãs imediatamente culparam "a maldição de Poltergeist”. 

Para Robins, que falou dias antes do lançamento do remake Poltergeist,  previsto para estrear na tela grande em 22 de maio, os trágicos acontecimentos não passaram apenas de coincidência. 
 


Classic scene: It wasn't a Disney cartoon that Heath O'Rourke saw when the TV turned on - it was a malevolent ghost that abducted her
 Cena clássica: Não era um desenho animado da Disney que Heather O'Rourke via quando a TV estava ligada, e sim um fantasma malévolo que a sequestrou.

Besties: Oliver and Heather were more than co-stars. They were so close they stayed friends after the film wrapped and saw each other frequently. She was devastated when  
Melhores: Oliver e Heather foram mais do que co-estrelas. Eles estavam tão próximos que se tornaram amigos depois do filme terminado e viam-se com frequência. Ela (Heather) ficou arrasada quando...

 
Just weeks after Poltergeist hit the cinema Dominique Dunne, who played Robins’ older sister Dana, was strangled by her boyfriend in the driveway of her West Hollywood home
 ...em apenas algumas semanas após Poltergeist estrear nos cinemas, Dominique Dunne, que interpretou a irmã mais velha de Robins, Dana, foi estrangulada pelo namorado na garagem de sua casa em West Hollywood. 

Ele disse:

“Para ser completamente honesto, eu não acho que alguém que esteve envolvido no filme nunca levou realmente a sério essa maldição. Não há maldição, são apenas coincidências trágicas”.
“Dessa mitologia de maldição, eu nunca falei com Steven (Spielberg) sobre isso, mas eu acho que ele pensa que os acontecimentos que aconteceram foram terrivelmente trágicos e horríveis, mas não tinha nenhuma relação com os acontecimentos ocorreram no set”.

“As pessoas podem tentar ligar os pontos e fazer alguma dedução disso,  e possivelmente, farão conexões que provavelmente não serão verdadeiras”.
 

"Eles fazem grandes histórias assustadoras, mas no final do dia, elas realmente não são verdadeiras".

"Eu acho que essa coisa da mitologia da maldição tem mantido o filme vivo para novos espectadores e talvez isso seja uma coisa boa porque essa coisa de “maldição” deu uma vida própria ao filme, e talvez seja por isso que há um remake?".

“Talvez até mesmo um remake baseado na mitologia da maldição que aconteceu fora da produção”.

Robins tinha apenas nove anos de idade, com apenas um comercial de fertilizante em seu currículo, quando ele foi escalado como Robbie Freeling, o irmão apavorado de Carol Anne, a menina loira que foi sequestrada por espíritos na TV de sua família. 

A young Spielberg, who produced and wrote the film with Oliver and JoBeth Williams hang out after a scene. Oliver 
Um jovem Spielberg, que produziu e escreveu o filme com Oliver e JoBeth Williams, depois de uma cena.  


Depois de três décadas, ele revela como o filme era uma coleção dos piores pesadelos de Spielberg quando criança. 

Seu personagem foi vítima de um palhaço letal e uma árvore possuída, mas para o jovem Robins, ele entendia com o passar do dia, que aquilo tudo era apenas um parque temático de trabalho. 

Ele também revelou como o co-roteirista e produtor de Poltergeist,  Spielberg, era na época do filme. Observando Spielberg, ele inspirou-se em parar de atuar para se concentrar em fazer filmes. 

Robins refletiu sobre a trágica perda das suas irmãs na tela e admite que ele está triste até hoje sobre a perda das colegas de elenco. 

“Quando Dominique Dunne faleceu, acredito que os meus pais me disseram, mas também queriam me proteger, então tudo o que eu soube na época era que ela tinha morrido e estava acontecendo um funeral”, disse ele. 

"Eu não compareci ao funeral, mas meus pais foram e eu estava muito chateado com o fato do que tinha acontecido com ela, por que, quando criança, a maioria das crianças não são realmente expostas em uma idade tão jovem, então aquilo me deu um sentido de mortalidade e ensinou-me que as coisas podem acontecer e que você deve aproveitar cada momento de sua vida, porque tudo é tão transitório".

Dunne tinha 22 anos quando foi estrangulada por seu ex-namorado abusivo John Thomas Sweeney em 4 de novembro de 1982. Sweeney foi condenado por homicídio doloso e condenado a seis anos de prisão, mas ficou em liberdade condicional depois de cumprir três anos e meio. 

This is one of Spielberg's handwritten instructions to Oliver. Oliver left acting to become a producer to follow in his idol's footsteps 
Esta é uma das instruções escritas à mão por Spielberg para Oliver. Oliver deixou de atuar para tornar-se um produtor e seguir os passos de seu ídolo.
(certifique-se de que seu pai ou mãe conectou as luzes e assegure-se que não há sobrecarga de energia (você precisa de Photo-floods)

How do you film a ghost?  Spielberg drew this diagram for Oliver.: Silk over golfball or tissue
Como você filma um fantasma? Spielberg fez este desenho para Oliver. Silk sobre golfball ou tecido. 


'Say "roll" start camera & move ghost over to where you imagine Heather was,' Spielberg instructs Oliver 
“Quando a câmera começar a rodar,  um fantasma vai se mover até você, imagine Heather lá sentada em sua última "vida". Spielberg instrui Oliver. 

A perda da segunda co-estrela, Heather O'Rourke, foi mais um golpe para Robins seis anos depois. 

O'Rourke tinha apenas 12 anos quando morreu durante uma cirurgia para reparar uma obstrução intestinal aguda em 1988. 

"Eu estava na escola no momento, era um dia intenso de aula em uma escola preparatória no Vale de San Fernando e por isso o meu único foco eram os meus estudos. Eu tinha perdido contato com Heather naquela época e, infelizmente, eu nunca soube que ela estava realmente doente até a sua morte”. 

“Eu fui ao seu funeral e foi realmente doloroso ver isso acontecer. Eu estava em uma idade onde eu tinha tantas boas lembranças dela e era capaz de refletir sobre a experiência, por isso foi trágico para mim em vários níveis”. 

“Eu tive uma ligação quando era criança com ela e ela era parte de minhas memórias de infância. Estávamos perdendo alguém que tinha um futuro brilhante e a perdemos devido a circunstâncias que foram realmente além do controle de qualquer um naquele momento”.

"Heather e eu costumávamos sair juntos no set com Steven e Tobe (Hooper) e gostávamos de brincar com nossos brinquedos. Éramos praticamente como irmão e irmã no set”.

"Ela morava em uma parte do sul da Califórnia, mas ela me visitou na casa dos meus pais e nós saímos juntos, mas quando começamos a ficar mais velhos, perdemos o contato”.  

Robins diz que a última vez que a viu foi quando ele tinha 12 anos. 

"Ela era precoce e uma menina muito inteligente para alguém que tinha apenas cinco anos de idade", ele lembra. 

"Ela era realmente muito mais inteligente do que sua personagem era e às vezes as pessoas tinham a certeza de que Heather estava realmente atuando na tentativa de tornar-se uma personagem diferente, e por isso, quando Tobe dizia “corta!”, Heather já era uma pessoa diferente".

Robins says there is one tragic but vivid memory that sticks with him. 'My parents bought a bottle of Dom Perignon champagne to give to Steven to congratulate him on finishing the movie,' he recalls. 'I remember giving it to him and he said to Heather, "You know Heather, when you turn 21 this is how we are going to celebrate your birthday".' 
Robins diz que tem uma lembrança triste que ele passou que está grudada em sua memória. “Meus pais compraram uma garrafa de champanhe Dom Perignon para dar a Steven para felicitá-lo ao terminar o filme”, ele lembra. “Lembro-me dá-lo a ele e ele dizer a Heather, “Sabe Heather, quando você completar 21 anos, será assim que iremos comemorar seu aniversário”.

"Ela não estava sendo apenas uma criança naquele momento, ela estava em um processo de crescimento e de desempenho e foi realmente muito impressionante de se ver”. 

“Tenho certeza de que ela teria feito outras grandes coisas com a sua vida se ela ainda estivesse conosco hoje”. 

Robins diz que tem uma lembrança triste que ele passou que está grudada em sua memória. 

“Meus pais compraram uma garrafa de champanhe Dom Perignon para dar a Steven para felicitá-lo ao terminar o filme”,
ele lembra. 

“Lembro-me dá-lo a ele e ele dizer a Heather, “Sabe Heather, quando você completar 21 anos, será assim que iremos comemorar seu aniversário”.  

"Eu sempre me lembro daquele momento, porque ela nunca completou os 21 anos. Foi realmente muito trágico". 

Uma das cenas mais memoráveis de Poltergeist foi JoBeth Williams, que interpretou a mãe de Robins, sendo atacado por esqueletos no seu quintal. 

O produtor e diretor do filme, Spielberg, insistiu que eles usassem ossos reais de pessoas mortas. 

“Esses esqueletos eram reais e como uma criança eu achava aquilo muito legal. Tenho certeza que eles adicionaram cabelo e coisas neles. E eles não foram enviados de países estrangeiros com crostas de pele penduradas, eu tenho certeza disso." 

Robins tem feito muito nesses 30 anos que passaram e que ele faz parte da indústria do entretenimento, mas, ao contrário de suas próprias experiências, ele teme que atualmente a atuação de crianças esteja se tornando algo muito diferente da sua época. 

"Há tantas pessoas que querem seus quinze minutos de fama e vejo os pais forçarem seus filhos a fazê-lo pelas razões erradas”. 

'JoBeth Williams, who played my mom, was also incredibly helpful in getting me to think about what I was screaming at and what I was afraid of' 
JoBeth Williams, que interpretou a minha mãe, também foi incrivelmente responsável em me ajudar a perceber sobre o por que eu estava gritando e com medo.


A maioria dos efeitos de Poltergeist foram adicionados depois, o que fez com que os jovens atores ficassem muitas vezes olhando para paredes em branco. 
 
"Eu não percebia isso quando criança no início dos anos 80, mas hoje eu vejo isso o tempo todo, agora que eu sou um adulto e dirijo filmes”.

"É difícil dizer se é ou não é porque há muitas pessoas envolvidas, mas eu acho que no final do dia, os melhores desempenhos vem de crianças que querem estar lá e estão fazendo isso porque eles adoram". 

Robins diz que suas experiências de trabalho ao lado de Spielberg eram algumas das melhores recordações de sua vida. 
Ele diz que se apaixonou por cinema e no final do filme os pais compraram-lhe uma câmera Super 8 milímetros para que ele pudesse começar a filmar seus próprios filmes. 

"Eu comecei a fazer filmes curtos e mostrei a Steven e ele disse, “Você sabe, estes são realmente bons”. 

"Poucos dias depois, Steven trouxe uma caixa de prata para o set e eu disse, “Oh meu Deus, o que está isso?” e que acabou por ser a sua antiga câmera Super 8 milímetros. Era uma Super 8 top de linha, que você poderia fazer absolutamente tudo com ela. Sobreposição, câmera lenta, o nome dele. Steven, em seguida, disse: 

"Esta é sua. Vá lá pra fora e comece a fazer filmes e me mostrar os seus filmes''. 

Infelizmente, diz Robins, a câmera mais tarde foi roubada quando ele estava estudando na USC Film School. 

Outra influência de Spielberg sobre Robins, era que ele escrevia sobre os seus próprios pesadelos pessoais para o personagem.

Robins says his experiences of working alongside Spielberg were some of the most life-shaping memories he’s ever had. The multi-talented director drew this invitation to the wrap party for the film 
Robins diz que suas experiências de trabalho ao lado de Spielberg foram algumas das melhores recordações que ele já teve na vida. O diretor multi-talentoso o enviou este  convite para a festa de encerramento do filme.

O diretor tinha medo de palhaços e árvores com aparência assustadora desde que ele era uma criança e esses medos inspirou-o a escrever cenas assustadoras que o personagem de Robins experimentaria no filme. 

“Eu não vi aquele palhaço desde que eu atuei com ele, mas, na verdade, fizeram três bonecos de palhaço para o filme e as pessoas disseram-me que um boneca está sentado atrás de um vidro no hotel Planet Hollywood em Las Vegas", disse Robins. 

“Ele estava de volta no dia, antes do CGI, quase todos os efeitos foram efeitos práticos que, como ator, você tinha que tentar e simular”.

“Assim, sempre que o palhaço estava em cima de mim, eu tinha que segurá-lo contra meu corpo, mas fazia parecer que o palhaço estava realmente me estrangulando”. 

"Foi em câmera lenta e eles usaram uma câmera que disparava em sentido inverso e eu me lembro que o diretor Tobe Hooper, me disse: “Você vai ter que andar para trás aqui e vamos usar esta câmera reversa. Nós vamos mover o braço do palhaço em torno de você e estamos movendo o palhaço à distância, mas quando rodarmos dará a impressão que ele está indo em direção a você e envolvendo o braço em torno de você porque estaremos filmando em sentido inverso, o que dará um efeito ótico”. 

Robins recorda de Tobe falando com os filhos sobre o medo de levá-los para o local das filmagens.
A maioria dos efeitos de Poltergeist foram adicionados depois, o que fez com que os jovens atores ficassem muitas vezes olhando para paredes em branco.

"Tobe nos pedia para imaginar a coisa mais assustadora que poderíamos pensar”, disse ele. 


Poltergeist remake, in theatres tomorrow,  is directed by British born Gil Kenan, whose work includes lesser-known horror movies such as Monster House’ and‘City of Embers, but Robins is confident Kenan will do a fine job
 O Remake de Poltergeist, amanhã nos cinemas, é dirigido pelo britânico Gil Kenan, cuja obra inclui filmes menos conhecidos de terror como “A casa monstro” e “Cidade das Sombras”, mas Robins está confiante de que Kenan vai fazer um bom trabalho.

Sam Rockwell, Rosemarie DeWitt, Jared Harris, and Jane Adams star in the 2015 version of the film  
Sam Rockwell, Rosemarie DeWitt, Jared Harris, e Jane Adams na versão de 2015 do filme.


“JoBeth Williams, que interpretou a minha mãe, também foi incrivelmente responsável em me ajudar a perceber sobre o por que eu estava gritando e com medo”.

"Eu estou quase certo que as nossas atuações foram algo muito forte, porque nós estávamos tocando em algo muito real e que não foi nada forçado, tudo estava vindo de um lugar real dentro de todos nós". 

Atualmente  a carreira de Robins e o seu futuro está solidificado em escrever e dirigir para a TV e filmes, Ele está atualmente trabalhando na produção de um filme sobre os cisnes da rainha Vitória, chamado de “A Ordem dos Cisnes”. 

Ele também revelou que espera um dia trabalhar em outro filme de Poltergeist. 
Os fãs poderão ver o remake neste fim de semana, e Robins sentiu que Spielberg sempre pensou em fazer um remake de Poltergeist. 

"Eles refilmaram tantos filmes dos anos 80 que parecia ser apenas uma questão de tempo para eles pensarem em refilmar Poltergeist de alguma forma", disse ele. 

Robins disse que ele mesmo entrou em contato pelo Facebook com o escritor do novo filme quando ele ouviu falar sobre o filme e pediu uma participação especial. 
Ele disse que o escritor prometeu conversar sobre a ideia com o diretor, mas ele nunca deu retorno. 
O Remake de Poltergeist, amanhã nos cinemas, é dirigido pelo britânico Gil Kenan, cuja obra inclui filmes menos conhecidos de terror como “A casa monstro” e “Cidade das Sombras”, mas Robins está confiante de que Kenan vai fazer um bom trabalho.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Craig T. Nelson


Vou falar aqui um pouco sobre a vida e trajetória de Craig T. Nelson, o nosso querido Steven, patriarca da família Freeling. 


Craig nasceu em 04 de abril 1944 , Spokane, Washington, EUA. Seu nome de nascença é Craig Theodore Nelson. Tem dois apelidos, Peixe e Treinador. Tem 6 '3½ "(1,92m de altura), um grande homem!
É um ator e produtor, conhecido por: Os Incríveis (2004), Treinador (1989) e Poltergeist (1982). Vencedor do Emmy como Hayden Fox na série de TV Treinador. 
Filho de Vera Margaret (Spindler), uma dançarina, e Armand Gilbert Nelson, um homem de negócios. Nelson tem uma faixa marrom de karatê . No ensino médio, Nelson foi o quarterback do time de futebol e também jogou beisebol.
Craig teve que adicionar o "T" em seu nome como um meio para evitar confusão com o ator, Craig Richard Nelson , que havia registrado seu nome primeiro no Screen Actors Guild. 


Este típico americano tornou-se querido para o público de cinema como o pai atormentado por espíritos em Poltergeist - O Fenômeno (1982), seu primeiro papel no cinema praticamente. Um ex-performer de rádio e comediante cujo amigos inclui o roteirista e diretor Barry Levinson. Queria ser um piloto de hidroavião antes de se tornar um ator. Seu pai duvidava disso e disse que seria uma façanha impossível, ele  se tornar um ator. Tem como hobby dirigir carros de corrida. Freqüentou a Universidade Central Washington criminologia pois ele queria trabalhar para a CIA. Ele saiu e foi para Yakima Valley Community College para estudar literatura e Inglês, mas desistiu novamente. Passou um semestre no exterior estudando comunicações na Northfielde Universität Herisau na Suíça, e finalmente recebeu uma bolsa de estudos de teatro para a Universidade do Arizona . Nelson fez um curso de verão para teatro em Cripple Creek, Colorado, então ele se mudou para o oeste, onde trabalhou como um guarda de segurança em uma fábrica de sabão, ao mesmo tempo que fazia aulas de teatro à noite.

Carreira


 

Nelson começou sua carreira no show business como comediante. Ele foi um dos primeiros membros da "The Groundlings", uma trupe cômica. Nelson, Barry Levinson , e Rudy De Luca formaram a sua própria equipe de comédia e foram performers regulares em "The Comedy Store". Em 1973, Nelson deixou o mundo da comédia, explicando que "a vida de comédia standup foi bastante insatisfatória para mim" e se se mudou para Mount Shasta, onde não havia nem eletricidade e  nem água corrente. 

Nelson teve trabalhos diferentes durante esse tempo, incluindo segurança, encanador, carpinteiro, agrimensor, e professor. Ele voltou a atuar cinco anos depois.


Já atuou em vários filmes (mais notavelmente a série Poltergeist) e tinha caracterizado papéis em cinco programas de televisão ( treinador , Chamada para a Glória , The District , My Name Is Earl , e Parenthood ). "Treinador", de 1989 a 1997, com Nelson estrelando como o treinador de futebol universitário Hayden Fox.
Ele dublou O Sr. Incrível no filme de animação Os Incríveis, de 2004 . Em seguida, ele dublou novamente em , Kinect Rush: Uma Aventura da Disney-Pixar e Disney Infinity .
No início de 1990, ele fez uma aparição no vídeo clip da música do cantor country Garth Brooks:  "We Shall Be Free". Nelson fez uma aparição em três episódios do CSI: NY como um "inimigo" de Gary Sinise, Taylor.
Seus filmes mais recentes incluem "A Proposta" como Ryan Reynolds e Sandra Bullock, em 2009 e o  pai cético de "A Companhia Homens" em 2010. De 2010 a 2015, ele estrelou a série de televisão "Parenthood", como Zeek Braverman, o patriarca da família.


Vida pessoal



 Casado duas vezes, com sua atual esposa Doria Cook-Nelson (em 1987) e sua primeira esposa Robin McCarthy (12 de junho 1965 até 15 junho 1982). Nelson tem três filhos de seu primeiro casamento, com Robin McCarthy: Tiffany, Chris e Noah. Chris é um escritor de ficção científica, Noah é também um escritor, que também escreveu para "Distrito" e "CSI: NY". Noah foi casado com a atriz Ashley Jones em 2003. O casal se divorciou em 2009.
Sua segunda esposa Doria Cook-Nelson é uma escritora freelance, presidente de uma associação de artes, instrutora do karaté e Tai Chi.
Nelson é um corredor ávido. Ele participou pela primeira vez no Toyota Famous, de 1991, em Long Beach Grand Prix e terminou em terceiro lugar. Em 1994, Craig fundou Screaming Eagles Racing, com John Christie e pilotou um Toyota-engined Spice SE90 na IMSA WSC de 1994, uma Lexus-engined Spice SE90 em 1995,  e um Ford-engined Riley & Scott Mk III nos campeonatos de 1996 e 1997.


Curiosidades sobre Craig:

  • Padrasto de Ashley Jones , que interpreta "Bridget Forrester" na The Bold and the Beautiful (1987). 
  • Outros personagens conhecidos de Craig: O deputado Ward Wilson no filme "Stir Crazy" (1980), Warden em "My Name is Earl" , e o Sr. Incrível (voz) no desenho animado "Os Incríveis" (2004).
  • Estrelou a série de TV "Parenthood" . 
  • É faixa marrom em Tae-Kwon-Do. 
  • Pai de Noah Nelson .
  • Foi oferecido a ele o papel de Jay Pritchett para o piloto de Modern Family, mas ele recusou.
  • Foi um dos primeiros membros do "The Groundlings Improv Comedy Troupe".
  • Formou uma grupo de comédia com Barry Levinson e Rudy De Luca no início de sua carreira.
  • Seu avô paterno era de origem norueguesa, e seu avô materno era de ascendência alemã. Suas outras raízes são de ingleses, escoceses e irlandeses (da Irlanda do Norte), e mais distante holandês. 
  • Frequentou a Universidade Central Washington, Ellensburg, WA; participou Yakima Valley Community College, Yakima, WA; Universidade do Arizona, Tucson, AZ (1969).
  • Pai era um baterista na banda de Bing Crosby.
  • Iniciou sua carreira no entretenimento como um escritor de comédia e comediante; por um tempo, seu parceiro de escrita era futuro diretor Barry Levinson.
  • Saia do show business por quatro anos e meio para viver no norte da Califórnia e criar uma família.
  • Usou sua inicial do meio para se diferenciar de outro Craig Nelson no show business.
  • É um ávido jogador de golfe e jogado no Pebble Beach Pro-Am torneio de 2011.
  • Possuiu uma equipe auto-racing chamada Eagles Scream.

Prêmios 







•    1991, Emmy - Ator em Série de Comédia: Nomeado
•    2015, Prémios Critics Choice Television Awards - Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática: Nomeado
•    1993, o Globo de Ouro - Melhor Performance de um Ator em Série de Televisão - Comédia ou Musical: Nomeado
•    1992, Emmy - Ator em Série de Comédia: Vencedor
•    1990, Emmy - Ator em Série de Comédia: Nomeado
•    1994, o Globo de Ouro - Melhor Performance de um Ator em Série de Televisão - Comédia ou Musical: Nomeado
•    1995, o Globo de Ouro - Melhor Performance de um Ator em Série de Televisão - Comédia ou Musical: Nomeado
•    1992, o Globo de Ouro - Melhor Performance de um Ator em Série de Televisão - Comédia ou Musical: Nomeado 


Relacionamentos

•    Doria Cook-Nelson - Esposa
•    Christopher Nelson - Filho
•    Tiffany Nelson - Filha
•    Robin Nelson - Ex-esposa
•    Noah Nelson - Filho

Filmografia



Cinema e televisão

1971 - O retorno do Conde Yorga, como o Sgt. O'Connor    
1973 - The Mary Tyler Moore Show - como Charlie - Episódio: "Mary Richards eo Incrível Planta Lady"
1974 - Flesh Gordon, como O Monstro
1979 - ... E Justiça para todos, como Frank Bowers    
1980 - Stir Crazy, como Ward Wilson    
1980 - Where the Buffalo Roam, como o Policial  no carrinho    
1980 - O Recruta Benjamin, como Capt. William Woodbridge
  
Nelson em cena de O Recruta Benjamim
  
1980 - The White Shadow, como o Pai Phil - Episódio: "Uma História de Natal"
1982 - Chicago História, como Kenneth A. Dutton - 13 episódios
1982 - Poltergeist - O Fenômeno, como Steven Freeling

Craig T. Nelson em Poltergeist II - O Outro Lado

1983 - Homem, mulher e criança, como Bernie Ackerman    
1983 - Silkwood, como Winston    
1983 - Todos os movimentos certos, como Nickerson    
1983 - O fim de semana Osterman, como Bernard Osterman    
1984-1985 - Ligue para a Glória, como Cor. Raynor Sarnac - 23 episódios
1984 - The Killing Fields, como Major Reeves    
1986 - Alex: A Vida de uma Criança, como Frank Deford    
1986 - Poltergeist II: O Outro Lado, como Steven Freeling    
1986 - A história Ted Kennedy Jr., como O Senador Edward Kennedy - Filme de televisão
1989 - Capuchinho Vermelho, como Sir Godfrey/Percival    
1988 - Action Jackson, como Deter Dellaplane    
1989 - Nascido em Quatro de Julho, como um Oficial da Marinha    
1989-1997 - Treinador, como O Treinador Hayden Fox - 197 episódios 


Primetime Emmy Award de Melhor Ator em Série de Comédia
Nominated- Golden Globe Award de Melhor Ator - Televisão Série Musical ou Comédia (1992-1995)
Nominated- Primetime Emmy Award de Melhor Ator em Série de Comédia (1990-1991)

1989 - Turner & Hooch, como Chefe Howard Hyde    
1989 - Troop Beverly Hills, como Fred Nefler    
1991 - A História de Josephine Baker, comoWalter Winchell - Filme de televisão
1993 - The Fire Next Time, como Morgan - Minissérie
1994 - Passeio com o vento, como Frank Shelby - Filme de televisão
1996 - Fantasmas do Passado, como Ed Peters    
1996 - Eu não sou Rappaport, como O vaqueiro    
1997 - O Advogado do Diabo, como Alexander Cullen    
1997 - Wag the Dog, como O senador John Neal
1998 - Criatura, como Dr. Simon - Minissérie
1999 - Para servir e proteger, como Tom Carr - Minissérie
2000 - Os crânios, como Litten Mandrake    
2000 - Dirty Pictures, como Simon Leis - Filme de televisão
2001 - All Over Again, como Cole Twain    
2000-2004 - O Distrito, como Chefe Jack Mannion - 89 episódios

Nominated- Prisma Award de Melhor Ator em Série Dramática
Nominated- Satellite Award de Melhor Ator - Drama Television Series

2004 - Os Incríveis, como Bob Parr/Sr. Incrível (Voz)
2005 - The Family Stone, como Kelly Pedra

Nominated- Satellite Award de Melhor Ator Coadjuvante - Filme

2007 - Blades of Glory, como Treinador    
2007 - My Name Is Earl, comoWarden Jerry Hazelwood - 4 episódios
2009 - A Proposta, Joe Paxton    
2008-2009 - CSI: NY, como Robert Dunbrook - 3 episódios
2009 - Monge, como o Juiz Ethan Rickover - 2 episódios
2010-2015 - Parentwood, como Zeek Braverman, papel principal -80 Episódios

Prisma Award de Melhor Ator em Série Dramática

2010 - The Company Men, como James Salinger    
2011 - Soul Surfer, como Dr. Robinsky    
2013 - Hawaii Five-0, como Tyler Cain
2015 - Grace & Frankie, como Guy    
2015 - Obter Disco, como Martin Barrow -game 

Desenho animado (voz)



2004 - Os Incríveis, como Bob Parr / Sr.Incrível (Voz)
2012 - Kinect Rush: Uma Aventura Disney-Pixar
2013 - Disney Infinity -Bob Parr / Mr. Incrível (Voz)

sábado, 23 de maio de 2015

Remake de Poltergeist - O Fenômeno estreia mas não decola



Finalmente estreou nos cinemas o remake de Poltergeist – O Fenômeno e claro que eu fui lá dar uma olhadinha. Confesso que fiquei bastante decepcionado com o que assisti. É óbvio que para quem já assistiu o original, façamos as comparações necessárias entre os dois, assim como toda obra que é repaginada.



Não que seja um filme realmente ruim, apenas não diz a que realmente veio, dá a impressão que foi feito porque tinha que ser, porque está na moda refilmar clássicos dos anos 80. Saí do cinema decepcionado, com a sensação de que estava faltando algo no que vi, parecia que eu estava assistindo mais um famigerado “Atividade Paranormal” ou mais um daqueles remakes de filmes japoneses. É claro que devemos levar em consideração que o primeiro filme, na época em que foi lançado, fazia bem mais sentido a história. Era 1982, quando Ronald Reagan começava seu mandato como presidente, e o neoliberalismo ganhava força. Nesse mesmo momento, a vida nos subúrbios era cercada de eletrodomésticos e dava a (falsa) ideia de conforto. Steven Spielberg, no roteiro, e Tobe Hooper, na direção, mostraram que nem a própria e confortável casa suburbana era um local seguro. Os espíritos malignos, os Poltergeists do título, eram a materialização dos maiores medos da classe média, tão pré-moldados e estandardizados como a infinidade de casinhas que compõem o seu bairro. 



Em 2015, o cenário é outro: não se existe mais essa ideia de segurança – o 11 de Setembro, por exemplo, mostrou aos norte-americanos que ninguém está seguro. O remake, cujo roteiro é assinado pelo dramaturgo David Lindsay-Abaire, parece perder um pouco do que teria a dizer, pois o roteiro adentra a era do terror contemporâneo, sobrepondo estímulos assustadores, partindo para a lógica de que mais é melhor. 
O início do filme altera sensivelmente a história e os temas em relação ao Poltergeist original, de 1982. As torres elétricas na vizinhança são filmadas diversas vezes, como elemento imponente e assustador, enquanto o título do filme aparece como uma sombra no terreno vazio, que se torna uma bela metáfora do que está por vir. É um filme de terror adaptado aos tempos modernos, estabelecendo relações com a onda de desemprego, a especulação imobiliária, a era das celebridades instantâneas e principalmente a nossa relação com a tecnologia, o que vai desde a presença de furadeiras até televisores, telefones, tablets e drones, a nossa obsessão por esses equipamentos.
Depois de trinta minutos sugerindo a aparição de fenômenos assustadores, o roteiro apresenta todas essas cenas de uma só vez. Dentro da casa, cada um dos três filhos é atingido por uma grande manifestação sobrenatural, retratada em montagem paralela. Infelizmente, esta escolha enfraquece as cenas – duas delas antológicas, retiradas da trama original – que não possuem a força ou o tempo necessário para se desenvolver. Quando o espectador começa a temer por uma das crianças, a imagem corta para mostrar o sofrimento da outra, no cômodo ao lado.
As irrupções simultâneas de demônios, brinquedos possuídos e gosmas no chão fazem de Poltergeist um produto semelhante a filmes de terror atuais, nada de novo, mas nas cenas de ação a produção demonstra seu domínio em efeitos especiais, como a cena da árvore que é muito bem feita, até mais do que os espíritos malignos que estão na casa.


Vamos às comparações com o original de 1982 e o remake de 2015:
 
O filme



O POLTERGEIST – O FENÔMENO original, é um clássico filme de terror que foi lançado de forma perfeita e beneficiou a carreira dos dois responsáveis que deram vida a ele. Com direção de Tobe Hooper (O Massacre da Serra Elétrica) e produção de Steven Spielberg, eles fizeram mais do que apresentar alguns fantasmas insignificantes de um filme "B". Ele trouxe mais do que alguns momentos verdadeiramente assustadores, mas também cenas marcantes, frases de feitos e personagens cativantes, uma quantidade significativa de charme que cativou o filme e os personagens na consciência coletiva do público. Estes foram alguns dos pontos que costumam ser destacados por qualquer crítica sobre a obra original, marcando uma época e lembrado até hoje como uma das melhores produções de horror realizadas até hoje.

O remake tenta bravamente chegar perto, mas falha por fazer mudanças desnecessárias para o filme e  realmente não faz nada para torná-lo melhor. Eles bem que tentaram atualizar a história para a atualidade introduzindo os problemas financeiros e desemprego do pai, e insegurança da mãe como escritora no enredo. O aumento do papel do filho do meio só serviu para tirar o personagem da mãe de cena quando se tratava de esforços heroicos. E francamente os acontecimentos sobrenaturais que ocorrem na casa, foram de longe bem melhores no original, mesmo que os efeitos pareçam envelhecidos com o tempo, são mais convincentes. O Remake é uma prova de que mesmo com todos os efeitos especiais em CGI do mundo, não substitui uma direção ágil e um roteiro inteligente.
 
A Introdução do filme



Em 1982, o filme começa mostrando o interior da casa dos Freelings. É tarde da noite e todos estão dormindo. A câmera passeia lentamente pelos cômodos. Conhecemos então cada um dos membros da família. Ao final desta sequência, Carol Anne se levanta da cama e desce até a sala, onde o pai está dormindo com a TV ligada em um canal fora de sintonia. A garotinha se aproxima da televisão e começa a “conversar” com o aparelho. Poucas palavras são ditas, mas o suficiente para a família inteira acordar. Ao final, Carol Anne toca a tela do aparelho com as duas mãos, em alusão ao cartaz do filme.

No remake, a ação começa dentro de um carro onde conhecemos a família Bowen, que está em busca de uma nova casa para morar. Ao chegarem ao novo endereço, descobrimos que o chefe da família perdeu o emprego e todos estão se adaptando a esta realidade. A nova casa parece ser tudo o que eles precisam e podem pagar. Nada de muito sobrenatural acontece nesta introdução.

A Família




A família original era composta pelo pai Steve (Craig T Nelson), a mãe Diane (JoBeth Williams), a filha mais velha Dana (Dominique Dunne), o filho do meio Robbie (Oliver Robins) e a caçula Carol Anne (Heather O’Rouke), e para não esquecer, o cãozinho E. Buzz. Um dos pontos mais funcionais da trama foi o de trabalhar com o drama que estes personagens passaram a sofrer depois que a pequena Carol Anne foi sequestrada. Aqui, a figura de Diane é a personagem principal e acaba respondendo com fio mais dramático da trama. É uma história de terror, mas guiada pelo medo e desespero de perder um ente querido. Neste contexto, o público sofre com Diane, que chora quando a alma da garota atravessa a dela. 



E uma das cenas mais icônicas, Diane precisa ir ao mundo espiritual buscar a filha. Ela grita com os espíritos e manda que se afastem das crianças. Outra cena clássica envolvendo a senhora Freeling acontece quando ela cai em uma piscina cheia de esqueletos, é aterrador e sufocante.


No remake, a família é composta pelo pai Sam (Sam Rockwell), a mãe Amy (Rosemarie DeWitt), a filha mais velha Kendra (Saxon Sharbino), o filho Griffin (Kyle Catlett) e a pequena Madison (Kennedi Clements). Diferente da trama original, em momento algum é possível ficar comovido com o sofrimento da nova família. Além disso, a figura da mãe parece estar alheia ao fato da sua filha caçula ter desaparecido e estar rodeada de espíritos querendo se apossar de sua força vital.

Os Pais




Craig T. Nelson e JoBeth Williams foram muito realistas como os pais suburbanos. Nelson era um típico pai dos anos 80 e Williams era uma mãe séria e ferozmente protetora. Os Freelings não demonstravam de forma alguma que tinham forças para lutar com fantasmas, mas em sua luta contra as forças do mal em sua casa, eles convenceram com louvor, como pessoas normais e dispostas a ir tão longe quanto eles tinham que ir, a fim de salvar seus filhos. Eles também interagiram como um sólido casal que deu a seus personagens uma dimensão adicional de realismo genuíno apesar das coisas fantásticas que estavam acontecendo ao seu redor.

Sam Rockwell e Rosemarie DeWitt são bons atores, convencem como casal moderno, mas sinceramente não convencem como pais de uma criança desaparecida ou de crianças em perigo. Pareciam apenas dois atores interpretando.

Carol Anne e Maddie 




Heather O'Rourke na época não era uma atriz mirim profissional, quando Spielberg a viu almoçando com sua mãe nos estúdios da MGM (sua irmã mais velha era a atriz da família na época). Heather  tinha participado apenas de um capítulo em uma série de TV quando conseguiu, aos cinco anos de idade, o papel de Carol Anne. Ela não era um daqueles atores mirins excessivamente precoces de Hollywood, mas apenas uma menina carismática, linda, de olhar meigo e inocente que fez o espectador realmente ficar preocupado com a segurança dela. Era impossível não simpatizar com ela e ficar arrepiado quando ela estava em perigo.



Kennedi Clements é simpática, também muito linda e faz um bom trabalho no papel de Madison, ela dá conta do recado. Mas é apresentada como uma personagem muito comum e fraca e o seu desaparecimento no filme não demonstra muita emoção e desespero como no original. Falta algo. Clements não é nenhuma novata nas telas, ela participou de algumas produções lançadas diretamente em DVD.

O Contato



No original a pequena Carol Anne, após acordar na cama dos pais numa noite de tempestade, escuta os chamados através a estática da TV ligada em um canal que teve a programação encerrada com hino nacional (coisa comum naquela época) e se dirige a ela com uma curiosidade infantil e quando vai tocá-la, uma mão fantasmagórica sai da tele e a toca, passa por ela, sentindo a sua pele quente, a maciez dos seus cabelos, a sensação de vida, de alguém que há tempos não experimenta isso, e através da jovem criança eles voltam a ter essas sensações. Daí a mão fantasmagórica, passa por dentro  da pequena e projeta-se na parede do quarto dos pais, provocando um tremor na casa toda, acordando a todos e deixando-os confusos sem saber o que está havendo, então Carol Anne fala inocentemente a sua famosa frase: “ Eles estão aqui!”.   



No remake, O irmão do meio, acorda no quarto dos pais , pois estava dormindo lá por medo de um esquilo que invadira o seu quarto(sótão) e escuta a voz de Madison vinda do andar de baixo. Curioso ele levanta e caminha em direção do som. Lá embaixo, na sala de estar da casa, ele se depara com Madison parada na frente da TV conversando baixinho, como se estivesse sonâmbula, então ela toca a enorme TV de tela plana, e diversas mão aparecem na tela, como se fossem espíritos presos dentro dela, daí as luzes começa a piscar alguns objetos se movem e Madison fala o bordão : “Eles estão aqui”, meio que sonolenta. Um contato frustrante e muito básico comparado ao de 1982.




A abdução de Carol Anne em 1982 e o sequestro de Madison em 2015



No original, enquanto a família desvia suas atenções para o fato absurdo do filho do meio estar sendo engolido por uma árvore no quintal, a pequena Carol Anne fica sozinha no quarto desprotegida, quando o armário do seu quarto se abre e suga violentamente a garota para dentro de uma luz ofuscante e tenebrosa, uma porta de entrada para o plano espiritual, durante o cair de uma tempestade. A sequência possui um grande impacto dentro da narrativa do filme.

No remake, a ação é desacelerada com Madison sendo enganada pelos espíritos para entrar no armário. Uma vez lá dentro, a garota se vira para a porta e, como em um pesadelo, percebe assustada o quanto está distante da entrada, os espíritos a agarram e a arrastam para a escuridão. Senti falta da luz, da magia, do medo daquele momento.



O Medo em 1982 e o Susto em 2015



O roteiro do original trabalha com uma eficiente construção de medo. Cada sequência, por mais simples que pareça, faz parte de um todo capaz de provocar medo no público que sempre se pega pensando que algo de errado está acontecendo. Além disso, o filme de 1982 possui sequências que são elegantemente construídas e tem-se um encantamento para depois racionalizar o medo. Um dos melhores exemplos desta característica no original acontece quando os espíritos descem as escadas da casa dos Freelings. Antes do medo, a cena é bonita e triste quando a Dra. Lesh afirma como aqueles espíritos são solitários.



No remake não existe esta elegância ou eficiente construção de medo. O filme acaba apelando para o susto fácil com sequências totalmente desnecessárias. Aqui um dos piores exemplos acontece quando o pai pensa ver Madison dentro do armário. Ao se aproximar, a garota de rosto deformado se vira bruscamente para assustar o pai. Além disso, boa parte dos sustos são provocados por movimentos de câmera e efeitos sonoros.




A Trilha sonora



Aqui vamos direto ao ponto. Jerry Goldsmith assinou a trilha sonora do original. Ele simplesmente recebeu em sua carreira 17 indicações ao Oscar de trilha sonora, tendo vencido pelo seu trabalho no filme A Profecia, em 1976. O tema de Carol Anne é um dos mais conhecidos do horror.
 
Marc Streitenfeld já participou de trilhas de grandes filmes como Gladiador, de 2000. O remake de Poltergeist não traz nada de impactante ou diferente do que produções genéricas de terror. Sentimos falta da trilha nas cenas de clímax que vimos no primeiro. O que vemos no remake, é em algumas cenas de susto, o silêncio para dar ênfase ao susto no espectador.
 
O outro lado




No original, Diane entra no plano espectral, conhecido como o outro lado, e passamos a acompanhar a ação no mundo dos vivos. Logo Diane retorna com Carol Anne. Mas mesmo sendo uma passagem rápida pelo outro lado, a ação na casa dos Freelings é tão intensa que não sobra tempo para pensar no que está acontecendo no mundo espiritual. A verdade é que "o outro lado" não foi mostrado por não ter funcionado nos testes de efeitos especiais. Mas o roteiro é tão bem amarrado que isto nunca foi um problema.





No remake com a chegada do especialista em fenômenos, Carrigan Burke (Jared Harris), traz à tona os clichês mais gastos do gênero de terror, uma mistura de Tangina com o Padre Merrin (O Exorcista), que assim que entra na casa, ele faz uma descrição ridiculamente precisa do fenômeno, explicando o plano ideal para salvar a pequena Maddie da assombração que a sequestrou. A tarefa, claro, passa pelo arsenal mais tecnológico possível: câmeras, monitores, fios, televisores, drones entrando no inferno e transmitindo as imagens via iPad.




Daí não apenas temos o outro lado como o vemos com uma riqueza de detalhes. A ambientação é até interessante, pois o que não foi mostrado no filme original, traz para nós espectadores o que acontecia e o que a pequena menina sequestrada passava no outro lado. Porém, o excesso, assim como o exagero de CGI, derrubam a sequência, ou seja, não ver o outro lado é muito mais assustador do que ver um mundo espiritual repleto de esqueletos em CGI. 

O Terrível Palhaço


Um das cenas mais emblemáticas do Poltergeist – O Fenômeno original era com um palhaço que ficava no quarto das crianças. O tal brinquedo era aparentemente normal, mas ao cair da noite, Robbie simplesmente não conseguia dormir de medo daquilo. Sentado em uma cadeira, o palhaço ficava sempre parado olhando para ele, sorrindo, e era isso que o tornava tão assustador. O público tinha a certeza de que algo de ruim poderia acontecer a qualquer momento.


Poltergeist - O Fenômeno 1982

O Ataque do palhaço (Poltergeist - O Fenômeno 1982) 
   
O Ataque do palhaço (Poltergeist - O Fenômeno 2015)

No remake, o palhaço é super esquisito e dificilmente um pai deixaria um brinquedo daquele no quarto de uma criança. O Tal palhaço foi encontrado em um cômodo secreto da casa, como que deixado pelos moradores anteriores. Diferente do original, o novo palhaço anda e podemos ver claramente este movimento em cena. A sutileza do original é muito mais assustadora do que o palhaço do remake.

Dana & Robbie Freeling e Griffin & Kendra Bowen

Com Dominique Dunne (Dana) realmente não se tem muito a fazer em relação ao resto do elenco no filme original, uma adolescente como outra qualquer que passa a maior parte do filme fora da casa com medo e reaparece na cena final, saindo do carro do namorado com uma marca "estranha" no pescoço. Mas Oliver Robins foi destaque em alguns dos momentos mais emblemáticos do filme (o palhaço e a árvore assustadora) e ele fez um grande trabalho. Lembro-me do desespero dele procurando aquele maldito e estranho palhaço embaixo da cama no filme. 




Saxon Sharbino está praticamente no mesmo barco que Dunne, pois é a filha mais velha do casal, assim como também não muito importante na trama. Mas o papel de filho do meio Griffin, foi mostrado no remake com o jovem Kyle Catlett, que teve um ótimo desempenho no filme, como um garoto frágil que tinha medo de sua própria sombra. O contato de  Griffin com o palhaço e a árvore de animação, foram quase fiéis ao original e tão angustiante como, mas o garoto teve seu personagem como o principal do filme, ofuscando o papel da mãe, que era a principal personagem no original, e tornando-se o herói do filme, quando ele entra no outro lado para resgatar sua irmã mais nova. Palmas para Kyle Catlett! 



Os Parapsicólogos de 1982 e os Investigadores Paranormais de 2015 




Quando Carol Anne desaparece, os Freelings vão buscar ajuda na universidade com a investigadora paranormal Dra. Lesh (Beatrice Straight), esta personagem explica para a família o que está acontecendo na casa deles. Segura e esclarecida, a Dra. Lesh vai caminhar ao lado dos Freeelings como uma amiga. Beatrice Straight trouxe o peso de um caminhão em sua atuação (e um Oscar!), para o papel da parapsicóloga, o que a torna uma presença muito bem-vinda à família Freeling e para nós espectadores. Seus assistentes não eram lá muito bons como ela, mas o que  realmente importa, é que a Dr. Lesh foi mais do que importante para aquela família desesperada. 


No remake, fica frágil a apresentação da Dra. Brooke (Jane Adams) como uma pesquisadora desmiolada, excêntrica e muito acadêmica. Todo o conforto e segurança que a Dra. Lesh trazia se perdem com Brooke, que faz a linha paranormal estranha que parece se relacionar melhor com os fantasmas do que com os vivos. Sua equipe foi pouco desenvolvida no filme e pouco se aprofundou na atmosfera fantasmagórica daquela casa.


Tangina Barrons e Carrigan Burke 



Tangina Barrons, um nome esquisito, baixinha, gordinha e de fala infantil, é esta mulher quem vai comandar a operação para resgatar Carol Anne. A frase “Vá para a luz Carol Anne!” dita por ela se tornou um bordão do gênero assim como a dona dele. Zelda Rubinstein trouxe uma gama completa de emoção do calor folclórico, a sabedoria prudente, uma força surpreendente e um pouco de complexidade para que você adivinhasse se ela era realmente uma clarividente ou uma charlatã, se ela era a solução para os problemas dos Freeling ou uma vilã. Apesar da sua fragilidade física, ela era segura e forte, sabia o que estava fazendo, o que a torna um dos grandes trunfos do filme original.





Cientes de que seria impossível recriar Tangina, os produtores do remake optaram por apagá-la no sentido que criaram um personagem masculino, Jared Harris, que foi realmente muito bom como Carrigan Burke. Um investigador paranormal, o “médium da TV” no remake. Eu diria mesmo que um filme focando seu personagem viajando pelo mundo livrando casas de espíritos malévolos, foi interessante de se ver. No entanto, ele não é uma Zelda Rubinstein e seu personagem não teve definitivamente a força de Tangina Barrons. 

Conclusão

Não tenho nada contra remakes de filmes que foram sucesso no passado. É válido, e muito interessante você assistir aquele filme com outro olhar, uma outra direção, com personagens atualizados, efeitos especiais melhores, mais modernos. O Poltergeist original é uma joia rara e acho que merecia uma refilmagem a sua altura. Esta, não foi capaz de capturar qualquer resquício dos sustos e do charme que o filme original fez parecer tão fácil. Mesmo em sua própria versão de 2015, POLTERGEIST – O FENÔMENO, nada mais é do que um bom passatempo, agradável e sem grandes exigências,mas um filme infinitamente esquecível que se despede facilmente da memória antes dos créditos finais começarem a rolar na tela. Em comparação, POLTERGEIST – O FENÔMENO original de 1982, permanece conosco se o vimos pela primeira vez ontem ou há 33 anos atrás.